"O segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua platéia, para que esta se imagine ser tão esperta quanto ele".
(Karl Kraus)
A Promotoria de Justiça de Londrina ajuizou nesta sexta-feira (11), ação civil pública contra o vereador Paulo Arildo (PSDB) por ato de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, o vereador praticava o chamado “racha salário”, ou seja, exigia parte dos salários de seus assessores como condição para mantê-los nos cargos comissionados.
Em apenas uma semana foram quatro vereadores denunciados pelo Ministério Publico ou representados em ação administrativa na Câmara de Londrina. O primeiro caso vem se arrastando desde julho e o vereador envolvido é Rodrigo Gouvêa (PRP), relator da CPI da Planilha da Tarifa do Transporte Coletivo que foi acusado de ter funcionário “fantasma” contratado pelo seu gabinete na Casa e de haver cobrado propina para votar favorável no programa “Minha Casa, Minha Vida”, do engenheiro Maurício Costa idealizador do projeto. Gouvêa tem duas ações correndo no MP e foi instaurada uma ação na última quarta-feira (9) na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Londrina.
O Outro caso que apenas tramitando na Comissão de Ética da Câmara, é a denuncia protocolada contra o ex-líder do prefeito na Casa e ex-presidente CPI da Planilha, o vereador Joel Garcia (PDT). Segundo a denúncia protocolada na sexta-feira (4), pela ex-enfermeira e ex-servidora municipal, Maria Regina Amâncio, o vereador mantinha lotado em seu gabinete na Câmara um funcionário que nunca compareceu (fantasma) e uma funcionária que trabalha sem ser contratada pelo gabinete junto a Casa.
Regina Maria Amâncio, ainda protocolou nesta terça-feira (8), ação de improbidade na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores contra o presidente da Casa e ex-prefeito interino de Londrina, José Roque Neto (PTB), sobre a alegação de que o Roque Neto teria arquivado a sua representação contra Rodrigo Gouvêa (PRP) em julho sem ter realizado a devida investigação e por ser testemunha da reclamatória feita pelo engenheiro Maurício Costa e não haver instaurado há época do episódio processo administrativo para apurar a denúncia verbalizada pelo construtor.