quinta-feira, 24 de junho de 2010

JORNAL DO COMÉRCIO

Dívida interna soma R$ 1,52 trilhão em maio

Agência Estado

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMi) em títulos subiu R$ 26,650 bilhões em maio. Dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Tesouro Nacional mostram que a dívida alcançou, em maio, R$ 1 519 trilhão, com um crescimento de 1,79% em relação a abril. O aumento ocorreu em função do impacto de R$ 15,02 bilhões de correção dos juros no estoque da dívida e da emissão líquida de títulos, no valor de R$ 11,63 bilhões.

A parcela da dívida atrelada a títulos prefixados subiu de 32 93% para 33,65%. Já a parcela de títulos atrelados à Selic (a taxa básica de juros da economia) teve uma ligeira redução, de 35,95% para 35,70%. A participação de títulos corrigidos por índice da inflação caiu de 29,41% para 28,93%. Os títulos corrigidos pela taxa de câmbio corresponderam, em maio, a 0,66% do estoque da dívida. Em abril, essa parcela era de 0,64%.

A parcela da dívida a vencer em 12 meses subiu de 26,03% para 28 35%. Este é um indicador bastante observado pelos economistas, porque mostra a necessidade de financiamento no curto prazo. O prazo médio da dívida interna caiu de 3,43 anos para 3,36 anos.

De acordo com os dados do Tesouro Nacional, a dívida pública federal externa teve um aumento de 2,92% em relação a abril, encerrando o mês de maio em R$ 94,85 bilhões. O estoque da dívida pública federal total - que corresponde à soma das dívidas interna e externa - subiu 1,85%, o equivalente a R$ 29 34 bilhões em um único mês, alcançando R$ 1,614 trilhão.

O custo médio da DPMFi acumulado em 12 meses elevou-se de 10,76% ao ano em abril para 10,94% ao ano em maio, segundo os dados. O aumento ocorreu em função da maior variação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

Participação estrangeira é recorde

O coordenador geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, afirmou hoje que a participação de estrangeiros na composição total da DPMFi atingiu 8,95% em maio, o maior porcentual da série histórica. O melhor resultado, até então, era o de março deste ano, quando a participação estrangeira era de 8,87% do total.

A participação dos estrangeiros em abril teve uma pequena redução, passando para 8,63%, em razão do aumento do estoque total da dívida provocado pela emissão de títulos no valor de R$ 74 bilhões, para serem transferidos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES). Garrido informou que, em valores absolutos, os estrangeiros detêm R$ 133,4 bilhões em títulos brasileiros.

QUEM COLOCOU NÃO SEI, MAS ESTÁ NA REDE



Se um milésimo do que está neste vídeo for verdade... A coisa é grave, muito grave.  
"Essa eleição a Dilma já levou, por pura burrice do Serra."

LUCIA HIPPOLITO SOBRE RESULTADO DA PESQUISA CNI/IBOPE

"Pesquisa que coloca Dilma na liderança reflete aprovação de Lula"

SAI LISTA DOS 41 POLÍTICOS NO BICO DA BUTINA

O informativo eletrônico CONGRESSO EM FOCO acaba de veicular a lista dos 41 políticos brasileiros que estão na lista negra da "Lei Ficha Limpa" e na do STF também, que muito provavelmente, nem conseguirão registrar suas candidaturas.
São eles:
  1. Antony Garotinho (PR-RJ)
  2. Arnaldo Vianna (PDT-RS)
  3. Bispo Rodrigues
  4. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  5. Cássio Taniguichi (DEM-PR)
  6. Charles Cozzolino (RJ)
  7. Coriolano Sales (PSDB-BA)
  8. Cristiano Araújo (PTB-DF)
  9. Dagoberto Nogueira (PDT-MS)
  10. Expedito Júnior (PSDB-RO)
  11. Eurides Brito (PMDB-DF)
  12. Flaviano Melo (PMDB-AC)
  13. Geovani Borges (PMDB-AP)
  14. Geraldo Pudim (PMDB-RJ)
  15. Jackson Lago (PDT-MA)
  16. Jader barbalho (PMDB-PA)
  17. Janete Capiberibe (PSB-AP)
  18. Joaquim Roriz (PSC-DF)
  19. João Capiberibe (PSB-AP)
  20. Jorge Maluly (DEM-SP)
  21. José Borba (PP-PR)
  22. José Roberto Arruda
  23. Joseph Bandeira (PT-BA)
  24. Júnior Brunelli (PSC-DF)
  25. Leonardo Prudente (DF)
  26. Marcelo Miranda (PMDB-TO)
  27. Marcelino Fraga (PMDB-ES)
  28. Melkisedek Donadon (PMDB-RR)
  29. Neudo Campos (PP-RR)
  30. Orleir Cameli (AC)
  31. Paulo Rocha (PT-PA)
  32. Paulo Maluf (PP-SP)
  33. Paulo Octávio (DF)
  34. Pinheiro Landim (PMDB-CE)
  35. Rosinha Garotinho (PR-RJ)
  36. Ronaldo Lessa (PDT-AL)
  37. Severino Cavalcanti (PP-PE)
  38. Valdemar Costa Neto (PR-SP)
  39. Zé Gerardo (PMDB-CE)
  40. Wigberto Tartuce (PMDB-DF)
  41. Zilnê da Silva Maia (RN)

OUTRO COPO D'ÁGUA E MAIS UMA PENCA DE BANANAS

Pois é, todos nós que achávamos que a novela do senador Osmar Dias (PDT) tinha chego ao seu capítulo final ontem (quarta, 23/06). Outra vez estávamos mais uma vez, REDONDAMENTE enganados.
Na manhã desta quinta-feira (24), quando aconteceria a entrevista coletiva que anunciaria a sua candidatura a cadeira de Governador do Paraná, acabou sendo CANCELADA.
Informações dos bastidores ao redor de Osmar, dão conta que o senador está esperando José Serra (PSDB) decidir o nome do seu vice na chapa presidencial. Caso seja o mano Álvaro, também senador, porém tucano, Osmar não quer perder o trem na estação da certeza fraternal. 
Enfim, outro dia em que a cada meia hora, conforme recomendações médicas: - Um copo de água (pra não entalar) e um penca de bananas (pra não enfartar de tédio).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E ATÉ QUE ENFIM... LÁ VEM OSMAR

Depois de muitos copos de água e várias pencas de banana. Tudo isso de meia em meia hora... Osmar Dias (PDT) é candidato ao Governo do Paraná.
O local de lançamento do segundo palanque 'balaio de gato', que conta com os muitos partidos, PCdoB, PR, PRB, PT, PMDB, PDT e demais nanicos boiando em volta, será na sede do Paraná Clube.
Talvez o resultado da pesquisa CNI/Ibope pode ter ajudado o nosso 'orelhão de ficha' ter completado, enfim, a chamada.

RELEMBRAR É VIVER
A sede do Paraná Clube foi onde o Beto Richa (PSDB) lançou em 2008 a sua reeleição a prefeitura da Capital. Também foi neste mesmo local que Beto prometeu em troca do apoio do Urtigão na campanha em Curitiba, que em 2010 o apoiaria ao governo paranaense.
Será algum recado?




Ps. 
Quem nos avisou foi o jornalista Cláudio Osti.
Obrigado Paçoca!



ABISMO DA RENDA FAMILIAR CONTINUA GIGANTESCO ENTRE NORDESTE E SUDESTE, SEGUNDO O IBGE

A família brasileira gasta, em média, R$ 2.626,31 por mês, e as do Sudeste gastam mais (R$ 3.135,80), quase o dobro das famílias do Nordeste (R$ 1.700,26) que têm a menor despesa. Desigualdade semelhante é encontrada entre a despesa média nas áreas urbana (R$ 2.853,13) e rural (R$1.397,29). Já o rendimento médio mensal do País alcançou R$ 2.763,47, a as desigualdades regionais permanecem: o menor rendimento (Nordeste, R$ 1.764,62) é quase a metade do mais alto (Sudeste, R$ 3.348,44).

DILMA PASSA SERRA NA PESQUISA


CNI/Ibope: Dilma 40% contra 35% de Serra

23 junho, 2010 por Abraão Benício

Mesmo depois de o tucano José Serra ter sido amplamente exposto nos programas eleitorais que PSDB, PTB e PPS veicularam ao longo deste mês, a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), ganhou fôlego e aparece, pela primeira vez, liderando a pesquisa eleitoral do Ibope. Ela tem, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 40% das intenções de voto, contra 35 % de José Serra. Marina Silva, do PV, aparece com 9% da preferência do eleitorado.
Na última pesquisa Ibope, feita a pedido do jornal O Estado de S.Paulo e da TV Globo e divulgado último dia 5, Serra e Dilma estavam empatados, com 37%. Marina Silva, do PV, aparecia com 9%.

terça-feira, 22 de junho de 2010

DIRETO DO BLOG DO FÁBIO CAMPANA


Osmar ainda exige Gleisi na vice para aceitar aliança

Neste momento Osmar Dias aguarda resposta do PT para as suas exigências. Para ser candidato a governador ele ainda pede Gleisi Hoffmann na vice e a adesão integral do PMDB. O imbróglio paralelo dificulta a decisão. Seu irmão Alvaro está cotadíssimo para ser o vice de José Serra.
"Então agora... Osmar Dias (PDT) decidiu que vai disputar a reeleição para Senador da Republica, por conta e risco. Em voo solo!
E a cada meia hora um copo de água e um cacho de bananas".

O DILEMA DO VICE DE SERRA


Por Soraya Garcia

Na verdade, o vice ideal para Serra teria que nascer do útero nordestino. Teria que ser um nome respeitado e aclamado por todos nortistas e nordestinos, já que lá campanha de José Serra (PSDB), anda bem mal das pernas. 
A vice-governadora do Pará, não é um nome bom. O governo paraense tem tido uma péssima gestão.
A governadora Ana Júlia Carepa (PT) é muito fraca do ponto de vista político-administrativo. Inúmeros são escândalos administrativos nas secretarias de educação, saúde e segurança publica. Além, das consecutivas denúncias sobre o corpo mole do Governo do Estado no tocante ao aumento desmatamento no Pará. Tem ainda, a insistência da governadora em apoiar a construção do Complexo de Hidrelétricas do Tapajós e a Usina de Belo Monte, mesmo contra a vontade da maior parte da população paraense.
A vice-governadora paraense, Valéria Pires (DEM) vem se mantendo omissa e distante, que é bem pior. O que se traduz em: "não agrega em nada pra ninguém". Para os mais maldosos como eu, nada mais e nada menos que: UM ENORME PESO MORTO ELEITORAL.
O único fator que habilita Valéria Pires é o fato dela ser um ser humano do sexo feminino.
Hoje no Norte e no Nordeste do Brasil, não há um nome que tenha a força de unir todos em torno de campanha alguma. O Álvaro Dias tem um 'porém', ele é conhecido, mas não como gostaríamos que fosse... Mas é conhecido.
Agripino Maia (DEM) é muito mais conhecido, porém os últimos buchichos envolvendo seu nome levou sua alta credibilidade há níveis de nota de rodapé, do tipo que ninguém tem mais paciência pra ler.
Então, para José Serra está vivendo um dilema difícil a nível coalizão em torno do nome do seu vice.
Se for o Álvaro Dias, bom para o Paraná. Se for Valéria Pires, tiro no escuro em terra de cego e sem muleta. 
Neste caso é... Cara ou Coroa? 

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ÁLVARO DIAS PODE SER VICE DE SERRA. ESTÁ NO BLOG DO RICARDO NOBLAT


Valéria Pires e Álvaro Dias saem na frente pela vice de Serra

O nome do vice que vai compor a chapa do candidato José Serra (PSDB) à presidência da República, apesar de publicamente ser um segredo guardado a sete chaves, nos bastidores da campanha se afunila em dois indicados.

Após conversas realizadas nesse último final de semana entre os integrantes da coordenação de campanha de Serra, os nomes mais cotados são: o do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o da ex-vice-governadora do Pará Valéria Pires (DEM).
A definição do nome deve ficar a cargo do próprio Serra que tem até o dia 30 deste mês para dar a palavra final.
Álvaro Dias é cogitado como uma forma de tentar assegurar uma vitória na Região Sul, onde Serra, segundo as últimas pesquisas, lidera as intenções de votos.
Em contrapartida, Valéria Pires agrega votos em uma região onde Serra, segundo o último levantamento do Ibope, está 10% atrás das intenções de votos de Dilma.
Além disso, os caciques do PSDB também avaliam o nome dela como um “elemento surpresa” na disputa eleitoral, além de representar as mulheres.
Outro fator que pode pesar em favor de Valéria é a entrada de “corpo e alma” do DEM na disputa eleitoral.
O DEM coloca como condição a vice para que os integrantes da base do partido nos estados não se sintam desprestigiados e deixem a candidatura de Serra em último plano.
“Quem precisa que os outros se sintam estimulados sabe o que deve fazer”, dá o recado o líder do DEM na Câmara e integrante do núcleo parlamentar da campanha de Serra, Paulo Bornhausen (SC).
Além de Dias e Valéria, também correm por fora - para compor a vice - os nomes da senadora de Marisa Serrano (PSDB-MS) e do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA).

sábado, 19 de junho de 2010

DO ZÉ DO POVO PARA O INDECISO SENADOR OSMAR DIAS


Zé do povo
 
Sábado, 19 de Junho de 2010 – 8:50 hs
Ode do Osmar
Não posso mais suportar…
Olho ao redor e tudo que vejo em mim é uma pedra sem rumo a rolar
Por despeito me tornei a dor personificada a enganar
Não posso mais sonhar…
Minha caixa de sonhos foi jogada ao mar
Tudo que sinto é o vazio, um frio a alma permear
Porque hoje, você me fez acordar?
Me dizendo que a hora das definições estão a chegar?
Me falta o rumo, me falta vontade
Não sei quem sou eu neste instante
E nem sei quem quero ser na verdade
Deito governador pujante e acordo senador delirante.
Tudo que eu conhecia, tudo o que eu sabia era utopia
Tudo que achei que era meu, hoje não sei se é
Não tenho mais e o sonho virou vigilia
E o cavaleiro andante, sem rumo, sem sonho, se tornou um mané.
Minha vida se perdeu, meu mundo desapareceu
Quando você me disse que seu espaço não era meu.
Assim não sei se vou, não sei se fico
Com o PT meu projeto, que era o de casamento, se tornou um namorico.
Em meu sonho, que se tornou de Prometeu,
O que PT afirmou, mas não se cumpriu e derreteu,
Mas Beto tornou realidade o sonho que achei que era só meu.

ESPIÕES E SEGREDOS

16.06.2010 - 7:17am 
Seção: Destaque
Roberto Romano da Silva 

O fato mais grave no Brasil, em termos éticos, é a denúncia de espionagem em favor da candidatura oficial à Presidência da República. Tivemos a notícia, comprovada, de que um dossiê criminoso estava sendo elaborado contra José Serra. No dia 13 de junho, o jornal Folha de São Paulo trouxe algo mais inquietante: para além de Serra, dedos sujos e olhos idem investigaram as contas bancárias de Eduardo Jorge, dirigente do PSDB. Jorge já foi injustiçado de maneira brutal por alguns procuradores da República e precisou provar (ao arrepio de todas as salvaguardas do Estado de Direito) a sua inocência. Punidos os que abusaram da função, imaginávamos que ele teria o descanso merecido. Agora, certa corte fora da lei, com uso de instrumentos secretos, volta a atentar contra a sua honra. O costume de armar denúncias —os supostos dossiês— se tranformou em modus operandi político. A quebra ilegal do sigilo bancário segue o mesmo rumo. Clama aos céus o ataque covarde de agentes públicos ao Sr. Francenildo Santos Costa. A quem aproveitaria a ação dos espiões? E sobre o dossiê dos aloprados, a quem aproveitaria a ação dos espiões? No dossiê contra Ruth Cardoso, a quem aproveitaria a ação dos espiões? Chegamos à papelada contra Serra e ao novo dossiê contra Eduardo Jorge. Certa parcela da ordem política brasileira recorda em demasia a bonequinha russa Matrioshka: um crime dentro de um crime, dentro de um crime, dentro de um crime… E todos os crimes são impunes porque são praticados em nome do socialismo, do futuro democrático, das massas populares, da popularidade governamental. A quem aproveita a ação dos espiões? Quem arma dossiês aproveita a penumbra, o silêncio, o segredo que infecta as entranhas do Estado. O segredo é a face demoníaca da vida pública. Na aurora do Estado moderno “a verdade do Estado é mentira para o súdito. Não existe mais espaço político homogêneo da verdade; o adágio é invertido: não mais´fiat veritas et pereat mundus, mas fiat mundus et pereat veritas´. O segredo como instituição política só é inteligível no horizonte desenhado por esta ruptura (…) à medida que se constitui o poder moderno.” (Jean-Pierre Chrétien-Goni: “Institutio Arcanae”, in Lazzeri, Christian e Reynié, Dominique: Le pouvoir de la raison d´état. Paris, PUF, 1992, p. 137.) Os dossiês secretos, no Brasil, são velhos conhecidos da opinião pública. Eles são “ignorados” apenas pelos grupos a quem beneficiam. Hannah Arendt afirma que a vida totalitária deve ser entendida como reunião de “sociedades secretas estabelecidas publicamente”. (O sistema Totalitário) Hitler examinou os princípios das sociedades secretas como corretos modelos para a sua própria. Ele promulgou em maio de 1939 algumas regras do seu partido: primeira regra: ninguém que não tenha necessidade de ser informado deve receber informação. Segunda: ninguém deve saber mais do que o necessário. Terceira: ninguém deve saber algo antes do necessário. Contra o segredo diz Norberto Bobbio: “O governo democrático desenvolve sua atividade em público, sob os olhos de todos. E deve desenvolver a sua própria atividade sob os olhos de todos porque todos os cidadãos devem formar uma opinião livre sobre as decisões tomadas em seu nome. De outro modo, qual a razão os levaria periodicamente às urnas e em quais bases poderiam expressar o seu voto de consentimento ou recusa? (…) o poder oculto não transforma a democracia, a perverte. Não a golpeia com maior ou menor gravidade em um de seus órgãos essenciais, mas a assassina”. Que os cidadãos honrados saibam recusar a prática hedionda configurada na ação dos armadores de dossiês, o poder oculto a que se refere Norberto Bobbio. Assassinos da democracia não devem ser empregados por nenhuma candidatura honesta. Lugar de semelhantes espiões não é o partido eleitoral, mas a cadeia.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

OSMAR DÁ AS CARTAS


FICHA LIMPA


17/06/2010 - 21h45
Respondendo a consulta, tribunal resolve que lei valerá para também para condenações ocorridas antes da sanção presidencial
Nelson Jr./TSE
Seguindo o parecer de Arnaldo Versiani, TSE entende que ficha limpa vale para condenações anteriores à sanção presidencial
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram nesta quinta-feira (17), por seis votos a um, que a lei do ficha limpa, que proíbe a candidatura de pessoas com condenações por órgãos colegiados, vale também para condenações anteriores à sanção da lei, em 7 de junho. Na visão dos integrantes da corte, a inelegibilidade não é pena, e sim requisito para  eleição. A resposta ocorreu após análise de uma consulta feita pelo deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), que questionava seis pontos sobre a nova legislação. A decisão servirá de orientação para juízes eleitorais e os tribunais regionais eleitorais (TREs) analisarem pedidos de registro de candidatura para as próximas eleições.
O primeiro ponto questionado pelo parlamentar foi decidido na semana passada. Ele queria saber se o ficha limpa já poderia ser aplicado nas eleições de outubro. Por seis votos a um, os ministros decidiram que vale sim, apesar das convenções partidárias terem se iniciado no mesmo dia do julgamento. A segunda questão era se, ao alterar as causas de inelegibilidade, a lei se aplicava aos processos em tramitação iniciados antes da sua vigência. "Sim. A Lei Complementar 135/10 se aplica aos processos em tramitação iniciados e mesmo encerrados antes da entrada em vigor. Não há direito adquirido de elegibilidade", afirmou o relator da consulta, ministro Arnaldo Versiani.
Para ele, o artigo terceiro da lei não deixa dúvidas. Caso o tempo verbal "forem condenados" se referisse somente ao futuro, as novas condições de inelegibilidade seriam inócuas. O terceiro ponto presente na consulta questiona se a nova legislação, no caso da inelegibilidade e o período de duração da perda dos direitos políticos, aplica-se aos processos em tramitação, já julgados e em grau de recurso. Arnaldo Versiani respondeu que sim. "A inelegibilidade não precisa ser imposta na condenação. É a condenação que impõe a inelegibilidade", respondeu.
Arnaldo Versiani ainda respondeu a outros dois questionamentos. Uma perguntava se as disposições de nova lei eleitoral podem retroagir para agravar a pena de inelegibilidade aplicada na forma da legislação anterior. A outra é se o que estabelece o ficha limpa pode estabelecer execução de pena de perda dos direitos políticos antes do trânsito em julgado da decisão. O ministro ressaltou que não se trata de retroatividade, mas sim de pedidos de registros futuros. E ressaltou que a lei não é perda de direitos políticos. "As incidências, por órgão colegiado, resultam da necessidade de vida pregressa", respondeu. A última questão o ministro considerou prejudicada e não respondeu.
O voto de Arnaldo Versiani foi acompanhado pelos ministros Carmen Lúcia, Aldir Passarinho Junior, Hamilton Carvalhido, Marcelo Ribeiro - que fez uma série de ressalvas - e o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Para Carmen Lúcia, o que se busca é a proteção da sociedade. Para analisar o texto da nova lei, na visão dela, existe a necessidade de interpretar de acordo com as finalidades do ficha limpa. Já Hamilton Carvalhido, que relatou a consulta analisada na semana passada, disse que, ao analisar o texto da lei, não teve dúvidas sobre a questão da retroatividade. Já Lewandowski, que inicialmente fez ponderações sobre a questão da retroatividade, voltou atrás e acompanhou na íntegra o relator.
Marcelo Ribeiro ressalvou que existem casos em que a inelegibilidade é equivalente a uma pena, em outras não. Para ele, a proibição de ser candidato por conta de uma condenação por órgão colegiado não pode ser considerada uma pena. Mas, em casos de doações ilegais, por exemplo, ele considera que é. "Não se pode aplicar a lei em casos transitados em julgado", opinou. Ele citou, sem nominar, casos de representações por abuso de poder econômico. Um caso concreto é do ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima. No ano passado, ele perdeu o mandato e os direitos políticos por três anos por decisão do TSE. "Não pode, no curso do processo, mudar a lei, a pena é outra", disse. Essa questão não foi decidida pela corte. Portanto, caberá a análise de cada caso para saber se a inelegibilidade se aplica ou não.
Assim como na análise da semana passada, o ministro Marco Aurélio foi a única voz dissidente. Ele alertou para o fato de fazer valer a legislação já para outubro, o que pode ser considerado casuísmo, "mesmo que a lei seja boa". Ele, então, respondeu uma a uma as perguntas feitas pelo deputado Ilderlei Cordeiro. E todas as respostas foram negativas. "Não posso conceber que inelegibilidade não interfere no processo eleitoral. Tem tudo a ver com o processo eleitoral", disse o ministro. Ele ressaltou que a legislação versa o "direito ativo de atuar nas eleições". "Não posso conceber que inelegibilidade não interfere no processo eleitoral", completou.
LEIA LEI COMPLEMENTAR 135/2010, "FICHA LIMPA" NA INTEGRA AQUI!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LUCIA HIPPOLITO

"PMDB está onde sempre esteve: um pé no governo e outro na oposição"

A RESPOSTA

As respostas dos parlamentares da região Sul
Abelardo Lupion (DEM-PR)
“Sobre o assunto em questão, informamos que durante cinco mandatos seguidos tivemos um único processo no STF. Este em questão. Trata-se de inexatidão na prestação de contas da campanha de 1998, considerada correta pela Justiça Eleitoral do Paraná, mas questionada pelo Ministério Público. Daí o processo. 

Em nossa defesa, antes de comprovar a exatidão de nossa prestação de contas, temos insistido para que o processo seja julgado o mais rápido possível, certos de nossa razão. Porém, a Justiça é morosa, e nos causa este transtorno há alguns anos. Importante que o seu leitor seja informado, que constitucionalmente, o parlamentar é obrigado a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, como única e  última instância, que, como é sabido, é um tribunal lento pela grande quantidade de ações que nele desembocam. Isto, impede que o Parlamentar encerre um processo rapidamente, em 1ª instância, muito mais célere.
É o que ocorre com o presente processo, onde uma simples discussão sobre prestação de contas, da campanha de 1998, após 12 anos, ainda está pendente.
Colocando-nos à disposição, firmamos. Atenciosamente, Abelardo Lupion”

Alceni Guerra (DEM-PR)
O parlamentar retornou o contato feito pelo Congresso em Foco. Em sua explicação, o inquérito nº515 é um processo legítimo. O procedimento foi instaurado em razão de um acidente de trânsito. Segundo ele, um ciclista transitava no meio de uma rodovia e ele acabou desviando, mas colidiu com outro veículo. O motorista do outro carro veio a óbito. “É um processo legítimo. Acidentes dessa natureza acabam rendendo apurações na Justiça. Estou tranquilo e aguardando o desfecho desse caso”. Sobre os outros procedimentos, o parlamentar alega que tratam de sua gestão como prefeito de Pato Branco (PR), mas que são denúncias infundadas, que acabaram gerando procedimentos ainda em tramitação no Supremo.
Ângela Amin (PP-SC)
Por meio de sua assessoria, a deputada Ângela Amin informou que não tem conhecimento formal do Inquérito 2853 (crime contra a Lei de Licitações) porque ainda não foi notificada sobre a abertura do procedimento. Em relação ao Inquérito 2948, a deputada diz que há manifestação da Polícia Federal pelo arquivamento da investigação por não ter constatado a ocorrência de crime. Ângela diz que espera pela mesma conclusão no parecer a ser elaborado pela Procuradoria-Geral da República, solicitado pelo Supremo.
Cassio Taniguichi (DEM-PR)
Por meio de sua assessoria, o parlamentar informa que aguardará a conclusão das apurações em juízo com idêntica tranquilidade quanto esperou e acolheu a absolvição ou o arquivamento de outros seis processos que também tramitaram na Suprema Corte.
Eduardo Sciarra (DEM-PR)
“Não tenho processo no Supremo Tribunal Federal. Há um inquérito que teve a seguinte origem: o meu nome foi apenas citado em um processo, que tramitou somente em instância inferior, o qual tratava de denúncia anômima contra um candidato a deputado estadual que pertenceu à mesma coligação da qual fiz parte, na última eleição. Este processo foi arquivado por falta de provas e pela não comprovação dos fatos alegados. O inquérito que tramita no STF resultou do desmembramento deste processo, em razão do foro privilegiado e se refere à mesma denúncia já arquivada e julgada improcedente. Ora, se a denúncia (e todo o processo) sobre a qual se baseia este inquérito já foi julgada improcedente e arquivada,  não há razão para também ele não ser arquivado. É importante, pois, reafirmar que existe apenas inquérito no Supremo Tribunal Federal e conforme consta das certidões negativas (em anexo) não tenho processos na Justiça.

Agradeço, mais uma vez, a louvável iniciativa de ouvir-me sobre o assunto e continuo à disposição para mais esclarecimentos. Atenciosamente, Deputado Eduardo Sciarra”

Fernando Giacobo (PR-PR)
O deputado retornou o contato e conversou por telefone com a equipe de reportagem. Segundo o parlamentar, nenhum dos processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foram protocolados durante o exercício do mandato. “Desde fevereiro de 2003, quando assumi meu primeiro mandato na Câmara, nunca tive um processo oriundo do exercício do mandato. Todos tratam da minha vida pregressa como empresário, sendo que alguns deles são de gravidade menor, como a Ação Penal nº395, que é fruto de uma negociação trabalhista com um antigo funcionário”.
Luiz Carlos Setim (DEM-PR)
“Cumprimentando-o, sobre a investigação que esse Jornal realiza, informo que fui acusado pelo Ministério Público Estadual do Paraná, na época Prefeito de São José dos Pinhais, em razão da falta de formalidades no procedimento licitatório. O próprio Ministério Público, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná, concluiu que a obra foi realizada e que a aquisição dos materiais estava de acordo com os preços da época. E reforçando a opinião do Ministério Público, a promotora responsável pelo ajuizamento da Ação Civil Pública concluiu que não haveria motivo para o ajuizamento de medida desta natureza, por não ter havido qualquer prejuízo ao erário público. Desde já agradeço a atenção desse Jornal, dando-me a oportunidade de relatar a verdade dos fatos.

Atenciosamente, LUIZ CARLOS SETIM Paraná – Deputado Federal”

Ricardo Barros (PP-PR)
O deputado enviou ao site mensagem em que destaca que o inquérito a que responde está suspenso. Veja a resposta: "O inquérito trata de parcelamento de impostos de empresa de minha responsabidade. O parcelamento está em dia e, por isso, o STF suspendeu o processo até o pagamento integral, quando este será arquivado. Sou titular de uma das mais de um milhão e cem mil empresas brasileiras que aderiram ao Refis. A informaçao do sobrestamento já está na atual informaçao do Congresso em Foco. Agradeço a oportunidade, Ricardo Barros"
Alfredo Kaefer (PSDB-PR)
“A pedido do deputado Alfredo Kaefer - e na qualidade de seu advogado - informo que os inquéritos 2642 e 2833 se referem a consumo de combustível durante a campanha eleitoral, já objeto de ampla investigação que demonstrou a correção de todos os atos praticados na campanha. Todos os documentos que expressam essa correção se encontram nos autos, com o relator ministro Joaquim Barbosa. O inquérito 2589 tramita em segredo de justiça e sobre ele somente o próprio STF pode se manifestar, mas adianto a V.S.as que quase todos os tópicos do inquérito já foram solucionados administrativamente pelo próprio Banco Central. 

att. José Alberto Dietrich Filho, OAB-PR 8585”



Att. Álvaro Guimarães

Assessoria de Imprensa”