sábado, 19 de junho de 2010

DO ZÉ DO POVO PARA O INDECISO SENADOR OSMAR DIAS


Zé do povo
 
Sábado, 19 de Junho de 2010 – 8:50 hs
Ode do Osmar
Não posso mais suportar…
Olho ao redor e tudo que vejo em mim é uma pedra sem rumo a rolar
Por despeito me tornei a dor personificada a enganar
Não posso mais sonhar…
Minha caixa de sonhos foi jogada ao mar
Tudo que sinto é o vazio, um frio a alma permear
Porque hoje, você me fez acordar?
Me dizendo que a hora das definições estão a chegar?
Me falta o rumo, me falta vontade
Não sei quem sou eu neste instante
E nem sei quem quero ser na verdade
Deito governador pujante e acordo senador delirante.
Tudo que eu conhecia, tudo o que eu sabia era utopia
Tudo que achei que era meu, hoje não sei se é
Não tenho mais e o sonho virou vigilia
E o cavaleiro andante, sem rumo, sem sonho, se tornou um mané.
Minha vida se perdeu, meu mundo desapareceu
Quando você me disse que seu espaço não era meu.
Assim não sei se vou, não sei se fico
Com o PT meu projeto, que era o de casamento, se tornou um namorico.
Em meu sonho, que se tornou de Prometeu,
O que PT afirmou, mas não se cumpriu e derreteu,
Mas Beto tornou realidade o sonho que achei que era só meu.

ESPIÕES E SEGREDOS

16.06.2010 - 7:17am 
Seção: Destaque
Roberto Romano da Silva 

O fato mais grave no Brasil, em termos éticos, é a denúncia de espionagem em favor da candidatura oficial à Presidência da República. Tivemos a notícia, comprovada, de que um dossiê criminoso estava sendo elaborado contra José Serra. No dia 13 de junho, o jornal Folha de São Paulo trouxe algo mais inquietante: para além de Serra, dedos sujos e olhos idem investigaram as contas bancárias de Eduardo Jorge, dirigente do PSDB. Jorge já foi injustiçado de maneira brutal por alguns procuradores da República e precisou provar (ao arrepio de todas as salvaguardas do Estado de Direito) a sua inocência. Punidos os que abusaram da função, imaginávamos que ele teria o descanso merecido. Agora, certa corte fora da lei, com uso de instrumentos secretos, volta a atentar contra a sua honra. O costume de armar denúncias —os supostos dossiês— se tranformou em modus operandi político. A quebra ilegal do sigilo bancário segue o mesmo rumo. Clama aos céus o ataque covarde de agentes públicos ao Sr. Francenildo Santos Costa. A quem aproveitaria a ação dos espiões? E sobre o dossiê dos aloprados, a quem aproveitaria a ação dos espiões? No dossiê contra Ruth Cardoso, a quem aproveitaria a ação dos espiões? Chegamos à papelada contra Serra e ao novo dossiê contra Eduardo Jorge. Certa parcela da ordem política brasileira recorda em demasia a bonequinha russa Matrioshka: um crime dentro de um crime, dentro de um crime, dentro de um crime… E todos os crimes são impunes porque são praticados em nome do socialismo, do futuro democrático, das massas populares, da popularidade governamental. A quem aproveita a ação dos espiões? Quem arma dossiês aproveita a penumbra, o silêncio, o segredo que infecta as entranhas do Estado. O segredo é a face demoníaca da vida pública. Na aurora do Estado moderno “a verdade do Estado é mentira para o súdito. Não existe mais espaço político homogêneo da verdade; o adágio é invertido: não mais´fiat veritas et pereat mundus, mas fiat mundus et pereat veritas´. O segredo como instituição política só é inteligível no horizonte desenhado por esta ruptura (…) à medida que se constitui o poder moderno.” (Jean-Pierre Chrétien-Goni: “Institutio Arcanae”, in Lazzeri, Christian e Reynié, Dominique: Le pouvoir de la raison d´état. Paris, PUF, 1992, p. 137.) Os dossiês secretos, no Brasil, são velhos conhecidos da opinião pública. Eles são “ignorados” apenas pelos grupos a quem beneficiam. Hannah Arendt afirma que a vida totalitária deve ser entendida como reunião de “sociedades secretas estabelecidas publicamente”. (O sistema Totalitário) Hitler examinou os princípios das sociedades secretas como corretos modelos para a sua própria. Ele promulgou em maio de 1939 algumas regras do seu partido: primeira regra: ninguém que não tenha necessidade de ser informado deve receber informação. Segunda: ninguém deve saber mais do que o necessário. Terceira: ninguém deve saber algo antes do necessário. Contra o segredo diz Norberto Bobbio: “O governo democrático desenvolve sua atividade em público, sob os olhos de todos. E deve desenvolver a sua própria atividade sob os olhos de todos porque todos os cidadãos devem formar uma opinião livre sobre as decisões tomadas em seu nome. De outro modo, qual a razão os levaria periodicamente às urnas e em quais bases poderiam expressar o seu voto de consentimento ou recusa? (…) o poder oculto não transforma a democracia, a perverte. Não a golpeia com maior ou menor gravidade em um de seus órgãos essenciais, mas a assassina”. Que os cidadãos honrados saibam recusar a prática hedionda configurada na ação dos armadores de dossiês, o poder oculto a que se refere Norberto Bobbio. Assassinos da democracia não devem ser empregados por nenhuma candidatura honesta. Lugar de semelhantes espiões não é o partido eleitoral, mas a cadeia.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

OSMAR DÁ AS CARTAS


FICHA LIMPA


17/06/2010 - 21h45
Respondendo a consulta, tribunal resolve que lei valerá para também para condenações ocorridas antes da sanção presidencial
Nelson Jr./TSE
Seguindo o parecer de Arnaldo Versiani, TSE entende que ficha limpa vale para condenações anteriores à sanção presidencial
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram nesta quinta-feira (17), por seis votos a um, que a lei do ficha limpa, que proíbe a candidatura de pessoas com condenações por órgãos colegiados, vale também para condenações anteriores à sanção da lei, em 7 de junho. Na visão dos integrantes da corte, a inelegibilidade não é pena, e sim requisito para  eleição. A resposta ocorreu após análise de uma consulta feita pelo deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), que questionava seis pontos sobre a nova legislação. A decisão servirá de orientação para juízes eleitorais e os tribunais regionais eleitorais (TREs) analisarem pedidos de registro de candidatura para as próximas eleições.
O primeiro ponto questionado pelo parlamentar foi decidido na semana passada. Ele queria saber se o ficha limpa já poderia ser aplicado nas eleições de outubro. Por seis votos a um, os ministros decidiram que vale sim, apesar das convenções partidárias terem se iniciado no mesmo dia do julgamento. A segunda questão era se, ao alterar as causas de inelegibilidade, a lei se aplicava aos processos em tramitação iniciados antes da sua vigência. "Sim. A Lei Complementar 135/10 se aplica aos processos em tramitação iniciados e mesmo encerrados antes da entrada em vigor. Não há direito adquirido de elegibilidade", afirmou o relator da consulta, ministro Arnaldo Versiani.
Para ele, o artigo terceiro da lei não deixa dúvidas. Caso o tempo verbal "forem condenados" se referisse somente ao futuro, as novas condições de inelegibilidade seriam inócuas. O terceiro ponto presente na consulta questiona se a nova legislação, no caso da inelegibilidade e o período de duração da perda dos direitos políticos, aplica-se aos processos em tramitação, já julgados e em grau de recurso. Arnaldo Versiani respondeu que sim. "A inelegibilidade não precisa ser imposta na condenação. É a condenação que impõe a inelegibilidade", respondeu.
Arnaldo Versiani ainda respondeu a outros dois questionamentos. Uma perguntava se as disposições de nova lei eleitoral podem retroagir para agravar a pena de inelegibilidade aplicada na forma da legislação anterior. A outra é se o que estabelece o ficha limpa pode estabelecer execução de pena de perda dos direitos políticos antes do trânsito em julgado da decisão. O ministro ressaltou que não se trata de retroatividade, mas sim de pedidos de registros futuros. E ressaltou que a lei não é perda de direitos políticos. "As incidências, por órgão colegiado, resultam da necessidade de vida pregressa", respondeu. A última questão o ministro considerou prejudicada e não respondeu.
O voto de Arnaldo Versiani foi acompanhado pelos ministros Carmen Lúcia, Aldir Passarinho Junior, Hamilton Carvalhido, Marcelo Ribeiro - que fez uma série de ressalvas - e o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Para Carmen Lúcia, o que se busca é a proteção da sociedade. Para analisar o texto da nova lei, na visão dela, existe a necessidade de interpretar de acordo com as finalidades do ficha limpa. Já Hamilton Carvalhido, que relatou a consulta analisada na semana passada, disse que, ao analisar o texto da lei, não teve dúvidas sobre a questão da retroatividade. Já Lewandowski, que inicialmente fez ponderações sobre a questão da retroatividade, voltou atrás e acompanhou na íntegra o relator.
Marcelo Ribeiro ressalvou que existem casos em que a inelegibilidade é equivalente a uma pena, em outras não. Para ele, a proibição de ser candidato por conta de uma condenação por órgão colegiado não pode ser considerada uma pena. Mas, em casos de doações ilegais, por exemplo, ele considera que é. "Não se pode aplicar a lei em casos transitados em julgado", opinou. Ele citou, sem nominar, casos de representações por abuso de poder econômico. Um caso concreto é do ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima. No ano passado, ele perdeu o mandato e os direitos políticos por três anos por decisão do TSE. "Não pode, no curso do processo, mudar a lei, a pena é outra", disse. Essa questão não foi decidida pela corte. Portanto, caberá a análise de cada caso para saber se a inelegibilidade se aplica ou não.
Assim como na análise da semana passada, o ministro Marco Aurélio foi a única voz dissidente. Ele alertou para o fato de fazer valer a legislação já para outubro, o que pode ser considerado casuísmo, "mesmo que a lei seja boa". Ele, então, respondeu uma a uma as perguntas feitas pelo deputado Ilderlei Cordeiro. E todas as respostas foram negativas. "Não posso conceber que inelegibilidade não interfere no processo eleitoral. Tem tudo a ver com o processo eleitoral", disse o ministro. Ele ressaltou que a legislação versa o "direito ativo de atuar nas eleições". "Não posso conceber que inelegibilidade não interfere no processo eleitoral", completou.
LEIA LEI COMPLEMENTAR 135/2010, "FICHA LIMPA" NA INTEGRA AQUI!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LUCIA HIPPOLITO

"PMDB está onde sempre esteve: um pé no governo e outro na oposição"

A RESPOSTA

As respostas dos parlamentares da região Sul
Abelardo Lupion (DEM-PR)
“Sobre o assunto em questão, informamos que durante cinco mandatos seguidos tivemos um único processo no STF. Este em questão. Trata-se de inexatidão na prestação de contas da campanha de 1998, considerada correta pela Justiça Eleitoral do Paraná, mas questionada pelo Ministério Público. Daí o processo. 

Em nossa defesa, antes de comprovar a exatidão de nossa prestação de contas, temos insistido para que o processo seja julgado o mais rápido possível, certos de nossa razão. Porém, a Justiça é morosa, e nos causa este transtorno há alguns anos. Importante que o seu leitor seja informado, que constitucionalmente, o parlamentar é obrigado a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, como única e  última instância, que, como é sabido, é um tribunal lento pela grande quantidade de ações que nele desembocam. Isto, impede que o Parlamentar encerre um processo rapidamente, em 1ª instância, muito mais célere.
É o que ocorre com o presente processo, onde uma simples discussão sobre prestação de contas, da campanha de 1998, após 12 anos, ainda está pendente.
Colocando-nos à disposição, firmamos. Atenciosamente, Abelardo Lupion”

Alceni Guerra (DEM-PR)
O parlamentar retornou o contato feito pelo Congresso em Foco. Em sua explicação, o inquérito nº515 é um processo legítimo. O procedimento foi instaurado em razão de um acidente de trânsito. Segundo ele, um ciclista transitava no meio de uma rodovia e ele acabou desviando, mas colidiu com outro veículo. O motorista do outro carro veio a óbito. “É um processo legítimo. Acidentes dessa natureza acabam rendendo apurações na Justiça. Estou tranquilo e aguardando o desfecho desse caso”. Sobre os outros procedimentos, o parlamentar alega que tratam de sua gestão como prefeito de Pato Branco (PR), mas que são denúncias infundadas, que acabaram gerando procedimentos ainda em tramitação no Supremo.
Ângela Amin (PP-SC)
Por meio de sua assessoria, a deputada Ângela Amin informou que não tem conhecimento formal do Inquérito 2853 (crime contra a Lei de Licitações) porque ainda não foi notificada sobre a abertura do procedimento. Em relação ao Inquérito 2948, a deputada diz que há manifestação da Polícia Federal pelo arquivamento da investigação por não ter constatado a ocorrência de crime. Ângela diz que espera pela mesma conclusão no parecer a ser elaborado pela Procuradoria-Geral da República, solicitado pelo Supremo.
Cassio Taniguichi (DEM-PR)
Por meio de sua assessoria, o parlamentar informa que aguardará a conclusão das apurações em juízo com idêntica tranquilidade quanto esperou e acolheu a absolvição ou o arquivamento de outros seis processos que também tramitaram na Suprema Corte.
Eduardo Sciarra (DEM-PR)
“Não tenho processo no Supremo Tribunal Federal. Há um inquérito que teve a seguinte origem: o meu nome foi apenas citado em um processo, que tramitou somente em instância inferior, o qual tratava de denúncia anômima contra um candidato a deputado estadual que pertenceu à mesma coligação da qual fiz parte, na última eleição. Este processo foi arquivado por falta de provas e pela não comprovação dos fatos alegados. O inquérito que tramita no STF resultou do desmembramento deste processo, em razão do foro privilegiado e se refere à mesma denúncia já arquivada e julgada improcedente. Ora, se a denúncia (e todo o processo) sobre a qual se baseia este inquérito já foi julgada improcedente e arquivada,  não há razão para também ele não ser arquivado. É importante, pois, reafirmar que existe apenas inquérito no Supremo Tribunal Federal e conforme consta das certidões negativas (em anexo) não tenho processos na Justiça.

Agradeço, mais uma vez, a louvável iniciativa de ouvir-me sobre o assunto e continuo à disposição para mais esclarecimentos. Atenciosamente, Deputado Eduardo Sciarra”

Fernando Giacobo (PR-PR)
O deputado retornou o contato e conversou por telefone com a equipe de reportagem. Segundo o parlamentar, nenhum dos processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foram protocolados durante o exercício do mandato. “Desde fevereiro de 2003, quando assumi meu primeiro mandato na Câmara, nunca tive um processo oriundo do exercício do mandato. Todos tratam da minha vida pregressa como empresário, sendo que alguns deles são de gravidade menor, como a Ação Penal nº395, que é fruto de uma negociação trabalhista com um antigo funcionário”.
Luiz Carlos Setim (DEM-PR)
“Cumprimentando-o, sobre a investigação que esse Jornal realiza, informo que fui acusado pelo Ministério Público Estadual do Paraná, na época Prefeito de São José dos Pinhais, em razão da falta de formalidades no procedimento licitatório. O próprio Ministério Público, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná, concluiu que a obra foi realizada e que a aquisição dos materiais estava de acordo com os preços da época. E reforçando a opinião do Ministério Público, a promotora responsável pelo ajuizamento da Ação Civil Pública concluiu que não haveria motivo para o ajuizamento de medida desta natureza, por não ter havido qualquer prejuízo ao erário público. Desde já agradeço a atenção desse Jornal, dando-me a oportunidade de relatar a verdade dos fatos.

Atenciosamente, LUIZ CARLOS SETIM Paraná – Deputado Federal”

Ricardo Barros (PP-PR)
O deputado enviou ao site mensagem em que destaca que o inquérito a que responde está suspenso. Veja a resposta: "O inquérito trata de parcelamento de impostos de empresa de minha responsabidade. O parcelamento está em dia e, por isso, o STF suspendeu o processo até o pagamento integral, quando este será arquivado. Sou titular de uma das mais de um milhão e cem mil empresas brasileiras que aderiram ao Refis. A informaçao do sobrestamento já está na atual informaçao do Congresso em Foco. Agradeço a oportunidade, Ricardo Barros"
Alfredo Kaefer (PSDB-PR)
“A pedido do deputado Alfredo Kaefer - e na qualidade de seu advogado - informo que os inquéritos 2642 e 2833 se referem a consumo de combustível durante a campanha eleitoral, já objeto de ampla investigação que demonstrou a correção de todos os atos praticados na campanha. Todos os documentos que expressam essa correção se encontram nos autos, com o relator ministro Joaquim Barbosa. O inquérito 2589 tramita em segredo de justiça e sobre ele somente o próprio STF pode se manifestar, mas adianto a V.S.as que quase todos os tópicos do inquérito já foram solucionados administrativamente pelo próprio Banco Central. 

att. José Alberto Dietrich Filho, OAB-PR 8585”



Att. Álvaro Guimarães

Assessoria de Imprensa”

A LISTA

Pelo jeito o que achavamos que era 'feio' é ainda, PIOR. A lista de parlamentares respondendo processo no STF, trás na cabeça de chapa da Região Sul do Brasil, o meu amado Paraná, com 11 nomes na berlinda. Vejam só que coisa triste:


AÇÕES PENAIS
Deputados 

Abelardo Lupion (DEM-PR)
Ação Penal 425 Crime eleitoral       
Data de autuação: 03/05/2007
Alceni Guerra (DEM-PR)Ação Penal 436 Falsificação de documento
Data de autuação: 29/06/2007
Ação Penal 515 Crime de trânsito 
Data de autuação: 16/06/2009
Ação Penal 501 Crime de responsabilidade e contra a Lei de licitações 
Data de autuação: 04/11/2008
Cássio Taniguchi (DEM-PR) Ação Penal 445 Crime contra a Lei de licitações
Data de autuação: 08/08/2007 
Dilceu Sperafico (PP-PR)Ação Penal 464 Apropriação indébita        
Data de autuação: 02/10/2007
Fernando Giacobo (PR-PR)Ação Penal 345 Formação de quadrilha, falsidade ideológica e crime contra a ordem tributária (c/parecer da PGR pela extinção da punibilidade)
Data de autuação: 22/08/2003
Ação Penal 395 Calúnia e difamação
Data de autuação: 04/08/2005
Luiz Carlos Setim (DEM-PR)Ação Penal 527 Crime contra a Lei de licitações   
Data de autuação: 23/02/2010
INQUÉRITOS
Deputados

Alfredo Kaefer (PSDB-PR) Inquérito 2642 Crime eleitoral
Data de autuação: 18/10/2007
Inquérito 2589 Crime contra o sistema financeiro e formação de quadrilha 
Data de autuação: 03/08/2007 
Inquérito 2833 Crime eleitoral
Data de autuação: 04/08/2009 
Cássio Taniguchi (DEM-PR) Inquérito 2850 Crime contra Lei de Licitações
Data de autuação: 10/09/2009
Eduardo Sciarra (DEM-PR)Inquérito 2610 Crime eleitoral, captação ilícita de votos e corrupção eleitoral  
Data de autuação: 14/09/2007
Fernando Giacobo (PR-PR)Inquérito 2712 Crime contra a ordem tributária
Data de autuação: 05/05/2008 
Odílio Balbinotti (PMDB-PR)Inquérito 2886 Crimes contra a Flora 
Data de autuação: 27/11/2009
Ricardo Barros (PP-PR)       Inquérito 1164 Crimes contra a ordem tributária (o processo está suspenso, mas ainda tramita no STF) 
Data de autuação: 06/03/1996
Takayama (PSC-PR)Inquérito 2652 Peculato, estelionato e crimes contra a ordem tributária
Data de autuação: 05/11/2007
Inquérito 2771         Peculato 
Data de autuação: 05/11/2008

domingo, 13 de junho de 2010

"O tempo dos chefes de governo que acreditavam personificar o Estado ficou pra trás há mais de 300 anos. Luís XIV achava que o estado era ele. Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses assim."
 José Serra

LUCIA HIPPOLITO

"Os Problemas das Convenções Nacionais".

sábado, 12 de junho de 2010

NA INDECISÃO...

Tanto fez, tanto pensou, tanto ponderou, tanto negociou... Acabou que o trem passou e o senador pedetista, talvez, quase certo, ex-candidato ao Governo do Paraná, OSMAR DIAS ficou na estação, vendo o trem passar. Infelizmente.
O blog da jornalista Ruth Bolognese trouxe a  seguinte nota:



Solito, solito

Postado por ruth em 11/06/2010 em Paraná, Política 
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Porque pegou nojo do PT e não se sente exatamente confortável no grupo do ex-prefeito Beto Richa, PSDB, o senador Osmar Dias ainda estuda a possibilidade de fazer a campanha para o Senado só com o partido que Deus lhe deu, o PDT. Está fazendo as contas de quanto tempo vai dispor na TV e quantos amigos de fé, irmãos camaradas, podem ajudar, para cair na estrada.

A nota acima,  traduz exatamente o que ocorreu com o Senador. Ganha o Beto Richa, que não para de fazer aliados, aglomerar partidos e consolidar alianças em torno do seu projeto ao Governo do Paraná.
Outro fato relevante em tudo isso é que mais uma eleição do Beto Richa será vencida - se tudo continuar  no mesmo ritmo e o candidato tucano não cometer nenhum vacilo -, por W.O.
O que está acontecendo é muito mais profundo e grave que se possa imaginar. Vivemos a despolitização do eleitor, que vota em pesquisas e não em propostas. Que vota em super produções e super embaladinhos, e não na democracia. Mas tem um ponto positivo, a renovação política. A mudança de rumo. Porém, tem algo ruim também, muito gato no mesmo balaio.
Todas essas nuances, boas e ruins, fazem parte da construção do processo democrático. Que em nosso Brasil, modéstia parte, está uns 150 anos atrasado. Esse processo ainda sofre diretamente com a globalização; a cruel, mas necessária e irreversível 'globalização'.
Então, voltando ao Osmar Dias (PDT), as coisas passaram do ponto e ele corre risco de dançar. Pior, se continuar com esse jeito indeciso acaba nem voltando para o Senado.

Na era da globalização, da inclusão digital, da TV em alta definição, do download, televisão no celular global, coisas e tal, orelhão de ficha não tem mais vez.


sábado, 5 de junho de 2010

TAVA DEMORANDO A BAIXARIA



Mais um dossiê em momento eleitoral, viola vergonhosamente os nossos princípios básicos constitucionais, abusa da nossa já frágil democracia e atenta contra o estado democrático de direito

Pois é, estava demorando. As prévias da disputa presidencial, que aparentemente corria tudo bem. Somente PARECIA. Na verdade, pelos bastidores, iniciava-se a elaboração demais um macabro dossiê. O dossiê de 1,6 milhões de reais. Quanto dinheiro... Quanta fome saciada... Quantos remédios podem ser comprados... E essa grana ia ser contabilizada no caixa de quem? Ou, não?

A máxima de, "O Poder pelo Poder", não tem mais a cara do Brasil. Em que tipo de candidato  (a) iremos depositar o nosso voto? Até quando o Brasil vai viver os resquícios do reacionário Governo Militar Ditatorial?
A indústria petista de 'dossiês', compostos de uma série de informações hediondas que ferem  o direito da individualidade prevista na nossa Constituição pelo jeito não tem fim.
O Dossiê Serra encomendado pela cúpula da campanha da presidenciável petista, Dilma Rousseff, é a mais pura exemplificação do caos político que se instalou neste país nos últimos anos, onde vale tudo mesmo. É dossiê, dinheiro na cueca, apresentação fraudulenta de contas de campanha; injetadas pesquisas de opinião; currículos turbinados; promessas de combate a mazelas insalubres... E por ai vai os absurdos do poder.
Hoje a eleição neste país, é como ganha por "W.O"... Pior... É um "W.O". O eleitor vota no cabeça das pesquisas. Então, pesquisa elege. Ponto para os institutos já milionários de pesquisas do Brasil. E olha que não faz tanto tempo assim, que uns certo instituto de pesquisa acabou se tornando caso de policia, por clara fraude em pesquisa eleitoral.
Toda essa informação deixa um pulga enorme atrás da orelha. Pesquisa remete a urna, urna remete a suspensão da utilização do sistema eletrônico de votação no vizinho, Paraguai e outro país mais ao sul do Conesul, o Uruguai. Ambos países adotaram o método e já desistiram. Alegaram, Paraguai e Uruguai que com a votação eletrônica ficou mais fácil fraudar as eleições. (Leia mais Aqui e Aqui Também). 
Tudo isso faz o cidadão mais informado parar pra pensar: - Será que é seguro votar?, e/ou, - É melhor responder uma pesquisa para intenção de voto?
Mas deixamos de lado as conjunturas e vamos aos fatos atuais.
Esse último escabroso 'dossiê', o segundo dando conta da vida do José Serra (PSDB) encomendado pelo PT (um contra filha do candidato tucano). Porém desta vez, o gênio da campanha da candidata petista, o jornalista Luiz Lanzetta desembarcou na tarde de hoje (05/06) alegando envolvimento com o malfadado dossiê. Envolve delegado aposentado da PF, militares da reserva e agentes da inteligência. Um horror, coisa de filme terrorista hollywoodiano. (Saiba o que ocorreu clicando)
Enfim, nós meros eleitores, porque é como nos tratam os déspotas no poder, esperamos propostas pro país, esperamos dialogar sobre o futuro do país que tem que deixar de ser do futuro para ser do presente. Nós esperamos após a Copa do Mundo a discussão do melhor plano de governo, o melhor projeto para o país. Dossiê, esse tipo de baixaria, o eleitor quer que fique apenas nas trilhas dos filmes e nem mais nenhum outro lugar.