quarta-feira, 26 de agosto de 2009

AS COISAS MUDAM, ÀS VEZES, DA ÁGUA PARA O ÓLEO

SE HAMLET VISSE ISSO...

CRISE NA PETROBRÁS E RECEITA PODE TER SIDO MANOBRA DE LINA?

Pelo jeito, o coro dos governistas está obtendo um caldo mais grosso. O ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, disse em entrevista ontem (25/08), no programa "Entre Aspas" da Globo News, que a mudança de tributação da Petrobrás em meio ao exercício fiscal (o que é juridicamente permitido) e a queda da arrecadação, podem ser devido, entre tantos fatores (crise financeira mundial e os incentivos fiscais dados pelo Governo, como deixar de cobrar IPI dos veículos novos), a má gestão de Lina Vieira, já que depois de mais de 10 anos, este é o primeiro ano que houve prorrogação da entrega da declaração por parte do grande contribuinte, porque não se estabeleceu um planejamento de foco, metas e ação em 2008 para ser seguidos no ano em curso.
Outro fato relevante da gestão de Lina é que a mesma optou para compor os cargos de confiança, apenas funcionários ligados ao sindicato. Não que o fato de estar ligado ao sindicato não seja requisito para cargos de chefia na Receita Federal, mas primeiro tem que medir competência e atuação do profissional, junto com o resultados dos seus préstimos para com a Receita Federal.
O que todos os três entrevistados - principalmente, Everardo Maciel - classificaram a denúncia de Lina Vieira, como uma 'farsa' e um oportunismo para tentar justificar à opinião publica a sua administração incompetente e despreparada, frente a Receita Federal, mesmo que isso significasse uma crise na institucional e a quebra de confiança da população pela instituição.  
 
Quero deixar claro que esta não traduz minha opinião, até porque não entendo nada de coisas sobre o LEÃO, mas esta é opinião do homem que tirou a Receita Federal da 'Era das Trevas' e deu credibilidade para a instituição, além de ser amigo de FHC. Então paremos e pensemos...
Acredito que a Petrobrás tem seus rolos sim, mas vamos ouvir a razão. Acredito que Dilma até pediu favor, mas temos que abaixar a cabeça pra quem sabe o que fala e deixar a justiça tomar conta do fato.
Escutar todas as opiniões faz bem, coloca a gente pra pensar e analisar os vértices. É como se fosse um tipo de musculação para cérebro.  
Abaixo o link do Entre Aspas, entrem e assistam vale muito apenas, o vídeo tem 24min35seg:


terça-feira, 25 de agosto de 2009

DEU NO SITE TERRA

Registros podem confirmar reunião entre 

Lina e Dilma, dizem fontes

Por Larrisa Borges  -  
25 de agosto de 2009 • 15h28 • atualizado às 19h18

Assessores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiram nesta terça-feira existir listas de papel que poderiam comprovar um eventual encontro da ministra com a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Na última sexta, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que as câmeras de vigilância do Palácio do Planalto têm gravações feitas umas por cima das outras em um prazo médio de 30 dias, o que inviabilizaria qualquer tipo de comprovação da possível reunião.

A ex-chefe do Fisco sustenta a tese de que Dilma a teria convocado para o Planalto e pedido que fossem agilizadas e "encerradas" investigações contra empresas ligadas à família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Dilma Rousseff nega ter se encontrado com Lina Vieira e ter feito qualquer pedido dessa natureza.
De acordo com auxiliares de Lula, a regra é que toda pessoa que chegue ao Palácio do Planalto tenha seu nome registrado em uma tabela com informações do horário, data, local da reunião (seja ela agendada ou não), além do nome do funcionário que autorizou que o visitante a entrar nas instalações da presidência da República. O controle seria válido para qualquer pessoa, incluindo ministros de Estado e o próprio presidente Lula.
Na última semana, o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (DEM-GO), solicitou formalmente à segurança do Palácio do Planalto imagens ou registros escritos de todas as autoridades que estiveram no local de trabalho do presidente Lula e de seus ministros mais próximos em novembro e dezembro do ano passado. O suposto encontro e o eventual tráfico de influência de Dilma teriam ocorrido, segundo Lina Vieira, nos últimos meses do ano passado.
Em nota à imprensa divulgada na sexta-feira, o GSI explicou que as câmeras de segurança armazenam imagens, coletadas a partir de sensores de movimento, em um período médio de 30 dias, mas "quando o setor de armazenamento no HD (disco rígido do sistema de vigilância) está cheio, novas imagens substituem as antigas". "Deste modo, não mais existem as imagens relativas aos meses de novembro e dezembro de 2008", informava a nota.
De acordo com a versão apresentada pelo GSI na última semana, a presença ou não de Lina Vieira também não poderia estar registrada em um livro de anotações, uma vez que, segundo as normas internas do sistema de segurança, autoridades com audiências sem agendamento prévio receberiam apenas um adesivo de acesso e não precisariam ser registradas em uma espécie de livro de presença.
Desgastado por uma série de escândalos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se mantém no cargo do Senado com o apoio da Presidência da República. Dilma disse em diversas ocasiões que há uma tentativa de "demonizar" o peemedebista.

GAECO DIZ QUE HÁ FORTES INDÍCIOS DA EXISTÊNCIA DO MENSALINHO

O suposto caso da mesada a vereadores da Câmara de Londrina, o chamado “Caso Mensalinho”, que foi palco de inúmeras prisões e um dos pivôs do “Escândalo da Câmara” durante todo o ano passado, teve mais um capítulo. No fim da semana passada o delegado do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado  (GAECO) de Londrina, Allan Flores, indicou o indiciamento de duas pessoas por corrupção passiva e outra por corrupção ativa. Os ex-vereadores Orlando Bonilha e Renato Araújo foram acusados de terem sido beneficiários do esquema do mensalinho, já o diretor da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), detentor de 82% do contrato do transporte publico urbano da cidade, Gildalmo Mendonça foi indicado pelo GAECO, como o corruptor.
O GAECO motivado pela delação de Bonilha há época dos fatos, pediu a prisão temporária de Gildalmo, que ficou detido no ano passado pelo período de 5 dias, sob alegação de não vir causar possível prejuízo as investigações.
Allan Flore (GAECO) concedeu uma entrevista à rádio CBN no início desta semana, onde contou que se baseou no depoimento do ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Orlando Bonilha, no ano 2008. Segundo afirmou Bonilha ao delegado, pelo ou menos 11 vereadores teriam se beneficiado com o suposto esquema e recebido R$ 1,6 mil da TCGL pelas mãos de Gildalmo Mendonça, com único intuito da Câmara não vir a questionar o transporte coletivo na cidade ou valores das passagens.
 “Existem indícios suficientes, que comprovem a existência de um mensalinho. Baseado nos depoimentos do senhor Bonilha e nas provas coletadas, nós chegamos à conclusão de que existem indícios de que realmente esse fato acontecia”, afirmou o delegado em entrevista à CBN.
Segundo Allan Flore, no depoimento de Bonilha, o ex-vereador Renato Araújo foi apontado como o suposto “administrador da propina”. Ainda conforme o delegado do GAECO, os demais vereadores que supostamente recebiam o pagamento não foram indiciados, porque os indícios contra eles são insuficientes.
O inquérito está em fase de conclusão e Flore não quis dar mais detalhes a rádio sobre os outros indícios. Mas ao encerramento das investigações, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça.

** INFORMAÇÕES PROVENIENTES DA ENTREVISTA DO DELEGADO DO GAECO, ALLAN FLORE À RÁDIO CBN DE LONDRINA EM 24/08.

RELAÇÃO DE LULA E MERCADANTE

PARA OS QUE DEFENDEM O LULA

Muitos dizem que o Lula é o amor dos países lá fora, que ele é elogiado mil. Dizem que jornais como Le Monde, El País e o renomado The Economist somente tem elogios a fazer ao "amado" Lula. Ledo engano senhores, ledo engano...
Basta dar uma rodada básica pelos grandes e independentes veículos de comunicação mundo a fora, pra ver bem qual é o sentido que Obama quis dar a propagadíssima frase "VOCÊ É O CARA".
Nos Estados Unidos, dependendo da conotação, ou melhor, do tom, O CARA tem um significado pra lá de pejorativo, muito próximo do "Sem Noção" ou do "Tu Se Acha".
Pra quem sabe ler bem inglês, por favor, leiam esta matéria da revista THE ECONOMIST, a mesma que os petistas, melhor, lulistas adoram propagar que fala bem DO CARA. Eu nunca li nada neste sentido que adoram vangloriar, eu geralmente leio coisas assim sobre O CARA. 
Por Favor acessem o link abaixo, pra verem que o que digo é a mais absoluta verdade. (The Economist em 13/08/2009)

LUCIA HIPPOLITO CONTA PARA O BRASIL NESTE 25 DE AGOSTO


A revolta na Receita Federal

Nunca antes na história deste país se viu isso: 12 altíssimos dirigentes da Receita Federal pediram exoneração. O subsecretário de Fiscalização, superintendentes de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. O superintendente-adjunto do Rio de Janeiro. Os coordenadores-gerais de Cooperação Fiscal e integração; de Contencioso Administrativo e Judicial; de Tributação; de Estudos, Previsão e Análise; e de Fiscalização.
Não é dizer pouco.
Esta rebelião na Receita é uma espécie de "maldição da prece atendida". Durante a década de 1980 o PT incentivou uma sindicalização acelerada no setor público brasileiro. O resultado foi a criação de centenas de sindicatos de funcionários públicos, que passaram a promover greves frequentes e pressão sobre o Executivo.
A sindicalização do setor público atingiu tal intensidade que a CUT chegou ter a 38 cargos de direção ocupados por representantes dos funcionários públicos.
Na Receita Federal, o sindicato é forte, coeso, organizado. E a demissão coletiva dos altos dirigentes mostra um pouco dessa força.
O grupo se demitiu em protesto à -- até hoje muito mal explicada -- demissão da ex-secretária Lina Vieira. E também em protesto à demissão da chefe de gabinete de Lina, que afirmou que ela e a ministra Dilma se encontraram, sim, tal como a ex-secretária afirmou. E a demissão de um assessor especial de lina Vieira.
Na carta divulgada pelo grupo revoltoso, os agora ex-dirigentes pedem mais espírito republicano, menos ingerência política nos trabalhos da Receita.
E isto é que torna o caso importante, grave mesmo. A mão do Estado é muito pesada. A Receita Federal deve ser técnica, não deve ser guiada por interesses políticos.
Imaginem se um empresário fizer alguma crítica à política econômica do governo. Terá que aguentar uma fiscalização da Receita em sua empresa, durante seis meses?!
O Estado é muito poderoso. Sua mão é muito pesada. Um agente público precisa ser extremamente cauteloso ao usar essa mão contra um cidadão. O cidadão fica inteiramente indefeso diante de tal poder.
É o caso do hoje deputado Antonio Palocci na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, caso que deverá ser apreciado pelo STF na próxima quinta-feira.
Independentemente das motivações de um e de outro, a balança pende dolorosamente contra o caseiro, que teve a "petulância" e a "ousadia" de desmentir o então poderoso ministro da Fazenda.
Só para lembrar, Palocci declarou mais de uma vez em comissões de Congresso Nacional que jamais tinha estado naquela casa dos prazeres de Brasília, onde se faziam tenebrosas transações e pululavam garotas de programa.
Pois o caseiro Francenildo, empregado daquela casa, afirmou, também no Congresso Nacional, que viu não uma, mas várias vezes o ministro Palocci naquela casa.
Teve o sigilo bancário violado, sua intimidade exposta na revista Época e a vida destruída.
Ah, sim, Palocci é candidato ao governo de São Paulo, a ministro-chefe da Casa Civil ou mesmo a Plano B, caso não decole a candidatura da ministra Dilma Rousseff.
A mão do Estado é mesmo muito pesada. Daí porque a crise ne Receita Federal nos interessa a todos.

ESTÁ NA FOLHA DE SÃO PAULO, ESTÁ NO NOBLAT


O jeito PT de governar

De Eliane Cantanhêde:
Na Casa Civil, assessores faziam dossiês de cunho nitidamente político contra um ex-presidente da República.
No Banco do Brasil, o sindicalismo tomou de assalto a Previ, a Cassi, a Fundação BB e quase todas as diretorias (só escaparam a de agronegócio e a de relações internacionais, por falta de quadros com desenvoltura nessas áreas). Daí a surgirem aloprados comprando dossiês contra adversários em eleições e coisas do gênero foi um pulo.
Na Polícia Federal, por mais méritos que a maioria das operações tenha, virou cada um por si e ninguém por todos. Ao ponto de um delegado grampear os telefonemas do Planalto, rechear relatórios policiais de adjetivos "ideológicos" e no final cada um ter de ser despachado para bem longe.
Não há surpresa quando esse jeito petista de governar chega à Receita Federal. Aliás, já não era sem tempo. E foi assim que mais de dez funcionários colocaram seus cargos à disposição ontem, inclusive o subsecretário de Fiscalização, Henrique Jorge Freitas da Silva.
O último apague a luz. Até que o novo grupo, ligado ao PT do B, ou PT do C, venha acender as luzes, reativar a tática de ocupação e fazer tudo o que seu mestre mandar.
A debandada foi resultado direto da exoneração de Alberto Amadei Neto e de Iraneth Maria Dias Weiler, que foram assessor e chefe de gabinete de Lina Vieira, demitida em 9 de julho numa situação que ainda não ficou muito clara.
Por incompetência? Será? Ou pode muito bem ter sido por incompatibilidade de métodos -segundo Lina, a ministra Dilma queria "agilizar" as investigações contra o empresário Fernando Sarney. E "agilizar" combina mais com o vocabulário do PT no poder do que com o da técnica com 30 anos de carreira.
É assim, de órgão em órgão, de instituição em instituição, que vamos aprendendo como é uma "gestão republicana". Sem falar na Petrobras da companheirada.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

UMA IMAGEM EXPLICA É TUDO, QUANTRO ENTÃO...





NEM ANO PRÉ-ELEITORAL PAC DESEMPACA

PLENÁRIO / Pronunciamentos
20/08/2009 - 17h01
Alvaro Dias: PAC desembolsou apenas 10% dos recursos previstos

Ao criticar o desempenho do governo federal na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) citou a estimativa de que apenas 10% dos recursos destinados ao programa foram efetivamente desembolsados até o momento. Essa informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo na edição desta quinta-feira (20).

Alvaro Dias destacou o trecho da matéria em que o autor do levantamento, o professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, declara que, "nesse ritmo, o governo só terminaria de gastar todo o dinheiro [do PAC] em 2034".

- O governo Lula é ótimo para anunciar e péssimo para executar - afirmou o senador.

Outra estimativa de Fleury assinalada por Alvaro Dias é a de que o sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva herdará uma pendência de R$ 115 bilhões não gastos pelo PAC no setor de logística. Esse número contrasta com o valor que o governo Lula pretendia deixar para o próximo governo - de acordo com o senador, R$ 36 bilhões.


Petrobras

Alvaro Dias ressaltou ainda a notícia de que uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) indica que houve superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e que o presidente da Petrobras, José
Sérgio Gabrielli, teria sonegado documentos ao TCU. Nesse contexto, o senador disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras "é da maior importância para o país".

No entanto, ele criticou a atuação do relator da CPI, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que também é o líder do governo na Casa. Segundo Alvaro Dias, o relator "afirma que um assunto foi encerrado quando, na verdade, nada foi esclarecido". Ele protestou ainda contra os horários de reunião da comissão, que seriam "impróprios", e observou que os documentos necessários para que os senadores se preparem para os depoimentos são entregues apenas depois das oitivas.

Da Redação / Agência Senado




domingo, 23 de agosto de 2009

FLÁVIO ARNS “UM HOMEM DE FIBRA”

O senador paranaense pelo Partido dos Trabalhadores, Flávio Arns, é natural de Curitiba. Nasceu no dia 09 de novembro de 1950. É conhecido por defender os direitos das pessoas com necessidades especiais e/ou deficientes, das crianças e adolescentes, dos idosos, dos portadores de doenças crônicas e particularmente, defensor da educação.

Flávio Arns é formado em Direito pela UFPR e em Letras pela PUC-PR, mas não parou por aí. Arns fez Mestrado em Letras pela UFPR e Ph.D. em Lingüística pela Universidade Northwestern nos Estados Unidos.

Eleito senador em 2002 com 1.995.602 votos, assumiu uma cadeira para cumprir mandato de 2003-2011.
Sua carreira na política iniciou-se com sua filiação em 1990 no PSDB, partido no qual elegeu-se Deputado Federal naquele ano. Em 1994 foi reeleito com 42.507 votos e em 1998 foi o sétimo deputado federal mais votado do Estado do Paraná, com 81.725 votos.

Saiu do PSDB e foi para o PT em 2001.
Com quatro legislaturas, três como deputado federal e uma como senador, Flávio Arns dedica-se à realização da cidadania, à construção de uma sociedade desenvolvida e justa.

Presidente da Federação Nacional das APAEs, 1991-1995 ; 1999 - 2001; Presidente da Federação das APAEs do Estado do Paraná, 1997-1999; Presidente da Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais - ABDEM , 1995-2000, 2000-2004; Vice-Presidente da Inclusion Internacional (Liga Internacional Pró-Pessoas Portadoras de Deficiência Mental), 1997- 1999; Membro do CONANDA/MJ - Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, 1993-1994; Presidente do Conselho Deliberativo do Comitê Paraolímpico Brasileiro, 2003-2004. Arns surpreendeu o Brasil nesta semana, durante a sessão do Conselho de Ética do Senado, dizendo que deixará as fileiras do PT com a frase que ecoou em todos cantos da Nação:

“Eu quero dizer, infelizmente, que eu tenho que me envergonhar daquilo que o meu partido fez. O Partido dos Trabalhadores, hoje, rasgou a página fundamental da sua constituição que é a ética. Pegou a folha da ética e jogou no lixo”.

Com a palavra o cidadão, curitibano, paranaense e brasileiro, Flávio Arns.


GAZETA DO PARANÁ – Senador, o senhor disse que irá à justiça para manter o mandato na Câmara Alta e para que a mesma justiça diga que o partido faltou com seu regimento interno. O senador acredita numa vitória?

FLÁVIO ARNS. Semana passada, nós estávamos pensando nesses caminhos e estudando a legislação eleitoral. O primeiro passo é me desfiliar e, na seqüência, se for o caso, fazer a discussão nos Tribunais Superiores.

Entendemos que não houve, de minha parte, qualquer tido de infidelidade partidária. O que houve foi uma falta de coerência do partido com seu ideário, com o que historicamente o PT procurou defender.

E, dentre as bandeiras defendidas pelo partido, está particularmente a bandeira do diálogo, do encontro com a sociedade e, consequentemente, da ética.

O que a sociedade está dizendo é, “vamos esclarecer o episódio do Sarney” e o proposto pelo PT é, “não vamos investigar, vamos arquivar o processo sem investigar”.

Isso vai contra tudo aquilo que sempre foi o ideário partidário, contra a coerência e a ética, tão defendidas pelo partido.


GAZETA DO PARANÁ – No início da crise, seus companheiros de partido assinaram um documento que pedia a saída de Sarney da presidência do Senado, mas depois retiraram as assinaturas. Qual são os possíveis estragos democráticos deste movimento patrocinado pelo Palácio do Planalto visando às eleições de 2010?

FLÁVIO ARNS. A independência dos Poderes está prevista na Constituição Federal, em harmonia, mas independentes entre si. Dentro da bancada do partido, tanto os senadores como as senadoras do PT assinaram um documento pedindo que o Presidente do Senado, José Sarney, viesse a se afastar da presidência, para que a investigação ocorresse dentro da maior tranqüilidade possível.

As assinaturas não foram retiradas do documento, elaborado há cerca de dois meses. O que na realidade aconteceu foi a orientação da Presidência Nacional do PT para que houvesse o arquivamento das denúncias sem o seu esclarecimento.

Isso tudo é muito deplorável na vida democrática, pois é impensável ter-se documento externo determinando ou sugerindo o voto desse ou daquele legislador.

Esse pedido vindo da executiva nacional do PT teve certamente a concordância do Palácio do Planalto, o que caracteriza interferência do Executivo no Legislativo. Este posicionamento, a meu ver, é equivocado, além do partido ter perdido uma excelente oportunidade de revigorar suas bandeiras históricas da coerência, da ética e do diálogo com o cidadão.


GAZETA DO PARANÁ – O senador é conhecido pela intensa luta em prol das pessoas portadoras de necessidades especiais. O senhor acredita que com a decisão de sair do PT os projetos do senador sofreram prejuízo em um primeiro momento?

FLÁVIO ARNS. Não. Penso que isso não vai afetar essa caminhada, até porque nós temos uma história antiga de luta e trabalhos pelas políticas sociais. O Brasil está avançando nessa área, criando legislação, elaborando políticas públicas e lutando por orçamento em prol das pessoas com deficiência do país.

Isso é uma conquista e hoje o cidadão com deficiência tem seus direitos assegurados em lei, sempre com a necessidade de aprimoramento.

Criamos uma Subcomissão Permanente de Assuntos da Pessoa com Deficiência.

Na próxima quinta-feira (27/08), vamos realizar audiência entre a Subcomissão e os Ministérios do Trabalho, da Previdência Social e Ministério Público do Trabalho para discutir leis trabalhistas que preveem número de cotas, a aposentadoria e alternativas para as pessoas portadoras de deficiência. Isto hoje é uma realidade institucional.


GAZETA DO PARANÁ – O senador acredita que a visão petista pode estar equivocada em relação à força eleitoral que hoje tem o PMDB? Ou independente do tamanho do escândalo, o PMDB não sofreu ranhuras?

FLAVIO ARNS. A força do PMDB é muito grande em todas as esferas (vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, governadores e senadores). Isso é inquestionável. O importante a dizer é que nem todas as pessoas que fazem parte do PMDB querem o chamado “ poder pelo poder”, o poder sem observar e preservar os princípios éticos e morais adequados.

A cúpula do PT e do PMDB é que não estão em coerência com suas bases, que querem a apuração dos fatos e assim seja restabelecida a ética, o diálogo e coerência política.

Particularmente para o PT, tudo será extremamente danoso, o que não acredito que acontecerá com o PMDB.


GAZETA DO PARANÁ – Como se sente em relação ao partido, todos hoje sabem. Mas como o Arns, se sente em relação ao Senado e os caminhos da política brasileira praticada neste momento da história?

FLÁVIO ARNS. Penso que é uma pena o que está acontecendo neste momento com o Senado. O Senado tem um trabalho intenso. Veja bem. Somente neste ano, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, a qual presido, aprovou 160 projetos de lei, realizou 40 reuniões, várias audiências públicas para discutir esses projetos em tramitação. Por exemplo, nesta última quarta-feira (19/08) tivemos uma audiência pública que tratava do atendimento de pessoas com problemas de saúde mental.

Por isso é uma pena que coisas como essas aconteçam, prejudicando o trabalho do Senado. No Congresso Nacional são discutidos todos os assuntos importantes que irão afetar diretamente a vida de cada cidadão.

É muito importante que todas as denúncias passem por uma apuração. Somente assim será possível recuperar a imagem do Senado e resgatar o bom caminho que deve ser perseguido pela política.

A população de um modo geral tem que se aproximar da política, não a partidária, mas a política como organização do povo com objetivos bem delineados, na construção corresponsável de um Brasil melhor.


GAZETA DO PARANÁ – O senador recebeu algum convite de outro partido para filiar-se, logo após seu desligamento do PT?

FLÁVIO ARNS. Sim, de vários partidos e fico muito grato por isso. Até porque isto demonstra relação de amizade, de forma geral, que tenho com todos os partidos. Mas este não é o momento para analisar uma nova filiação partidária.

Agora, todos temos que nos concentrar “no que se pode fazer para resgatar a credibilidade perdida pelo Senado com toda essa crise institucional que vem atravessando a Casa”.

O outro momento é resolver questões partidárias como a desfiliação e a filiação no novo partido.


GAZETA DO PARANÁ – O senador acredita que o que está acontecendo em Brasília, terá alguma influência no quadro eleitoral paranaense em 2010?

FLÁVIO ARNS. Não somente nas eleições paranaenses, como nas eleições nacionais. A população está atenta e acompanhando tudo.

O certo é que haverá dificuldades grandes para todos os partidos e políticos nas eleições de 2010.


GAZETA DO PARANÁ – O senador, apesar dos últimos desagradáveis acontecimentos, pretende continuar dando sua contribuição política ao Paraná e ao Brasil?

FLÁVIO ARNS. Todos nós temos essa obrigação participando ativamente de forma política, não necessariamente de forma partidária.

A interação do cidadão com a política ajuda a construir a almejada da igualdade, a cidadania, a justiça social e econômica num país ambientalmente sustentável. Penso que essas são bandeiras políticas de toda a sociedade.

Todos nós somos seres políticos e precisamos nos interessar e interagir mais com os nossos políticos, cobrando nas urnas ou diretamente interagindo com eles, buscando políticas públicas que irão melhorar nosso país e as nossas vidas.


GAZETA DO PARANÁ – O que deseja o brasileiro, Flávio Arns, para o seu país?

FLÁVIO ARNS. Desejo que o Brasil seja desenvolvido social e economicamente, mas que, principalmente, seja um país justo com a sua maior riqueza, que é o ser humano.


GAZETA DO PARANÁ – Como acredita que estará o Brasil daqui a 30 anos?

FLÁVIO ARNS. Espero que o Brasil esteja muito melhor que hoje, e que o povo esteja alcançado o desenvolvimento ambiental sustentável, a educação de qualidade para todos, que desigualdades sociais fiquem no passado.

Que o Brasil passe a ser referência para um mundo como um pais desenvolvido e justo.

Por Soraya Garcia

sábado, 22 de agosto de 2009

IMPERDÍVEL

O que a sociedade está dizendo é,

“vamos esclarecer o episódio do Sarney”

e o proposto pelo PT é,

“não vamos investigar, vamos arquivar o processo sem investigar”.


Entrevista Exclusiva do Senador pelo Paraná, Flávio Arns, ex-PT, a esta pessoa que vos escreve, para o jornal que eu trabalho, GAZETA DO PARANÁ deste domingo (23/08). Corram as bancas, esta entrevista é histórica e está imperdível.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

UM PARTIDO REFÉN DE OUTRO

Por Soraya Garcia

Quem diria a sete anos atrás o valente e indulgente PT de Lula seria refém dos caprichos da cúpula paleolítica do PMDB? Ninguém e caso cogitasse tal coisa, a pessoa era considerada louca.

Hoje estamos assistindo o PMDB de Sarney fazer de conta que está sendo usado pelo Planalto, mas na realidade é o PMDB que usa o Governo pra tirar vantagem nas coisas.

Ai resta a triste pergunta: e quem governa?

O PMDB por baixo dos acordos, nas noites de sábado, por de trás das cortinas sórdidas do submundo da política, governa contra a vontade de todos nós.

Como assim? Cada um deve estar se perguntando.

Simples, todas as vezes que o PT quis se livrar do fardo que se tornou o PMDB na sua gestão, o partido tranca a pauta, coloca assinatura em CPI’s, manda governador visitar Hugo Chávez, faz reinvidicação de mais fundo de participação para os municípios sobre seu controle, por ai vai. E se isso não mandar em um país, resta a dúvida: - não sei que nome dar?

Diante de toda lambança de José Sarney e sua família, não somente à frente da presidência do Senado Federal, mas pelo percurso de toda uma vida. O Partido dos Trabalhadores, comandados por Lula e sua mui amiga Dilma, esfregam os seus senadores como toalhas velhas no chão, pisam com os sapatos repletos de caca na constituição partidária. Pior até, vem diante da Nação e rasgam elogios mil àqueles que um dia o PT tratou como inimigos separados por covil.

Se isso não é mandar num país, não sei o que é então?

Hoje o PT não possui autonomia mais pra nada. Acabaram de fechar mais um acordo sórdido no meio da fuça de cada cidadão desta Nação, em prol de uma nova tributação, a reedição da malfadada CPMF, que vem com novo nome e velha roupagem, agora será chamada de CSS. Ainda estampa nos jornais que fizeram um acordo em prol da Dilma e em nome de Renan e Sarney. A Saúde, pra qual, supostamente, irão os recursos arrecadados com a velha nova tributação, é a última coisa que interessa de fato.

Ora nos poupe! Aff... Virge Santa!

E no mesmo dia desta manobra contra nós, servis pagadores de impostos, vêm o Lula na televisão e declara que “a oposição é pior que uma doença”.

O que seria da democracia sem oposição, mesmo que fraca?

O acordo que o Presidente faz com o PMDB desmoralizando todos os seus senadores em pleno horário nobre, é o que? Classifica-se como? Guerra biológica... Explosão Nuclear... Pulverização em massa de agende Laranja... Câmara de Gás... Derramamento de Chumbo inorgânico...

Venhamos e convenhamos, o PT hoje é refém dos caprichos do PMDB, como nenhum outro Governo antes do Governo Lula foi.