terça-feira, 18 de agosto de 2009
ESTUDANTES DE DIREITO DA USP SERVEM PIZZA COM A CARA DE SARNEY
VEREADOR DE LONDRINA SERÁ INVESTIGADO PELO MP
O promotor do Patrimônio Publico em Londrina, Renato Lima Castro, instaurou procedimento investigatório para apurar a denúncia de que o vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) teria mantido uma “funcionária fantasma” lotada no seu gabinete na Câmara Municipal, entre fevereiro e julho. A denúncia foi reliazada pela enfermeira e ex-servidora municipal, Regina Maria Amâncio.
Representação semelhante foi encaminhada à Mesa Diretora da Câmara no mês de junho, mas acabou sendo arquivada por falta de provas.
Cert é que o barulho está grande, afinal Gouvea é o relator da CEI da Planilha da Tarifa do Transporte Coletivo de Londrina, que gerou muito bate boca entre as partes interessadas - Sinttrol, Metrolon, Prefeitura, Câmara e as duas empresas que operão na cidade.
Segundo o edil, a denuncia teria sido motivada por desetendimentos com a ex-servidora.
NÃO É NOVIDADE
A ex-servidora municipal é conhecida pelos inúmeros processos e denúcias que encaminha todos os meses ao MP de Londrina. Alguns a conhecem como a "paladina da justiça", outros a acusam de servir a interesses maiores. O certo que Regina Maria Amâncio não deixa nada passar e vive de gabinete em gabinete da Câmara local, lendo emendas, projetos, processos, fazendo pedidos de informação e, por vezes, colocando medo em alguns edis desavisados.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
PROJETO DE LEI QUER SERVIDORAS ESTADUAIS GRÁVIDAS EM CASA PRA NÃO SE CONTAMINAREM COM O VÍRUS DA NOVA GRIPE
PROJETO DE LEI N.º
Súmula: Autoriza servidoras e professoras do Estado que estejam grávidas a se ausentarem do trabalho enquanto persistir a gripe H1N1.
Artigo 1º - Enquanto persistir a gripe H1N1, todas as servidoras públicas estaduais, incluindo as professoras, que estejam grávidas, ficam autorizadas a se ausentarem do trabalho, sem prejuízo dos respectivos salários.
Artigo 2º - Caberá à Secretaria de Saúde do Estado baixar instruções sobre o momento em que poderá haver o retorno às atividades de todas as mulheres contempladas com os benefícios previstos no artigo anterior deste projeto.
Artigo 3º - Os efeitos desta lei poderão ser aplicados pelas autoridades estaduais não apenas agora, com os problemas causados por essa gripe, mas também sempre que ocorra alguma pandemia que coloque em risco a saúde e a vida das mulheres grávidas que trabalham como servidoras públicas estaduais no Estado, incluindo as professoras.
Artigo 4º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões, 17 de agosto de 2009.
ANTONIO BELINATI
Deputado Estadual
Justificativa:
É do conhecimento das autoridades da área da saúde pública e da maioria da opinião pública que a gripe H1N1 tem afetado elevado número de mulheres grávidas, com muitos casos fatais. Diante da gravidade da pandemia que a humanidade vem enfrentando, entendemos que a Assembléia Legislativa tem o dever de prestar sua colaboração para evitar que essa gripe continue se alastrando e, na nossa visão, o fato da gestante grávida comparecer às repartições públicas ou escolas constitui-se em grande risco para ela e para o bebê. Autorizar, legalmente, o afastamento do trabalho neste período de propagação da gripe ou em outras eventuais pandemias é o mínimo que nós, legisladores devemos oferecer, com a aprovação desta proposição.
ANTONIO BELINATI
Deputado Estadual
NOVO RELATÓRIO DA PF COMPLICA AINDA MAIS SARNEY
Por Soraya Garcia
Fonte de dados Folha de São Paulo e G1
O relatório da Polícia Federal sobre a Operação Boi Barrica, que investiga os negócios de Fernando Sarney, revela, conforme o jornal “Folha de S. Paulo” desta segunda-feira (17/08), suposto vazamento de informações que beneficiam o filho de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.
Segundo a reportagem, um telefonema de Sarney ao filho, o empresário Fernando Sarney foi o primeiro de dez ligações gravadas pela PF, onde deixa "claro" que Fernando teria sido avisado era alvo de ação do órgão.
De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, há no relatório da Polícia Federal as transcrições dessas conversas e na avaliação do órgão, a sequência de conversas revela "fatos graves", que comprovam "vazamento de informação".
Sarney declarou ao jornal, via assessoria, que "não reconhece a credibilidade no dito relatório da Polícia Federal", e o seu filho e alvo da investigação, Fernando Sarney afirma que não pode falar sobre o caso, pois o inquérito está correndo sobre segredo de Justiça.
Segundo informa a assessoria de Sarney, a falta credibilidade ao relatório se dá, porque um "grampo [feito pela Polícia Federal] foi adulterado por montagem, de acordo com laudo pericial, assinado pelo [perito] Ricardo Molina".
O telefonema de Sarney para o filho teria ocorrido em 28 de agosto de 2008. Um dia antes, o Ministério Público Federal no Maranhão haver emitido parecer favorável à prisão de seu filho e a buscas e apreensões em diversos endereços, incluindo alguns do próprio empresário, diz o jornal.
De acordo com a PF, as transcrições mostram que Fernando, sabendo o que ocorreria, tratou de avisar os outros investigados que todos estavam grampeados.
As ações seriam um desdobramento da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor), que já levou ao indiciamento de Fernando sob suspeita de formação de quadrilha, falsidade ideológica, gestão de instituição financeira irregular e lavagem de dinheiro. Mas, no início de setembro do ano passado, o então juiz da 1ª Vara Federal de São Luís (MA) Neian Milhomem Cruz negou a maior parte desses pedidos.
No relatório obtido pelo jornal, a PF diz ao juiz que não adiantaria fazer as buscas deferidas pelo magistrado, porque os locais "já foram devidamente "limpos'".
OS GRAMPOS
Na ligação de 28 de agosto de 2008, segundo a PF, Sarney pede a Fernando que ele vá à Brasília, de onde o empresário havia saído no dia anterior. "Eu acho que você podia vir o mais rápido aqui", diz Sarney. Após o filho falar que ia "tentar viabilizar" sua volta, Sarney insiste: "Não, venha hoje, tá?".
Ainda segundo o jornal, cerca de uma hora depois do telefone do pai a Fernando, o empresário recebeu a ligação de um dos seus advogados, a conversa possuía o mesmo teor: - ele precisava falar com Fernando "urgente" naquele mesmo dia, em Brasília, pessoalmente. A PF informa que ele chegou à cidade naquela noite.
Ema 4 de setembro de 2008, Fernando diz para Gianfranco Vitorio Perasso, outro investigado, não fazer "alarde". "E sem apavoramento também, tá?", diz. Perasso é dono de empreiteiras que, de acordo com a PF, foram usadas para desviar dinheiro de obras públicas.
Minutos após, Perasso liga para um assessor do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau. Segundo a PF, o ministro participava da rede de tráfico de influência. Ele nega.
DATAFOLHA MOSTRA QUE JOSÉ SERRA TEM VOTO CONSOLIDADO
Serra lidera no Datafolha
Com 37%, tucano se mantém à frente de Dilma e Ciro, e entrada de Marina não provoca mudanças
sábado, 15 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
IBGE DIVULGA ESTIMATIVA DE HABITANTES 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
ESTÁ NA REDE
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O senador Pedro Simon (PMDB-RS) admitiu que pode abrir mão de seus últimos quatro anos de mandato se a atual imagem do Senado Federal persistir. O parlamentar lamentou os episódios que abalaram a Casa na semana passada – os quais, segundo ele, compõem a “fase mais cruel” que já vivenciou no Senado. A afirmação foi feita hoje no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que abrigou, em Brasília, um ato de discussão sobre a crise ética no Senado Federal. “Essa é a situação no Senado onde saio mais machucado. Estou para completar 80 anos, no próximo dia 31 de janeiro, e estou pensando em renunciar aos quatro anos de mandato que me restam”, afirmou o senador. “Mas acho que até lá posso continuar conclamando a sociedade a sair às ruas”, concluiu. Simon disse que não espera nada do Congresso Nacional, e nem dos poderes Executivo e Judiciário. Para ele, somente o povo, os jovens e os trabalhadores nas ruas poderão pressionar pela mudança no sentido da ética e da dignidade nacionais. O jornalista e representante da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Marcelo Tognozzi brincou com o senador e pediu para que ele tomasse um "viagra moral" para continuar a luta em prol da ética. O encontro contou também com a presença dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSol-PA), além de parlamentares e do ex-governador do Amapá José Capiberibe. O objetivo do evento foi reunir sugestões de combate à crise e firmar compromissos e metas para fomentar a discussão na sociedade. Os participantes decidiram criar um grupo de coordenação e uma programação para iniciar o movimento que tem como “emblemas” as denúncias contra o Senado e o afastamento de seu presidente, José Sarney. Os senadores se comprometeram a realizar uma vigília no Plenário da Casa pela volta da ética e da moral, além de pedir um plebiscito interno para votar, em aberto, pelo desarquivamento dos processos contra Sarney. Prometeram, ainda, solicitar a demissão do chefe da Segurança Legislativa, devido ao tumulto ocorrido ontem, em que manifestantes contra o presidente do Senado foram agredidos. Milton Júnior Do Contas Abertas | ||||
REPOSTA GENIAL
COM A PALAVRA
MOTIVOS DE SOBRA PARA PIADA
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
COM A LICENÇA: RICARDO NOBLAT OPINA
A oposição piscou. Sarney deve ficar
Lembra do escândalo dos aloprados? O tal do dossiê fraudado por membros da máfia das ambulâncias e empregados da campanha à reeleição de Lula com denúncias contra os candidatos José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB?
Lembra da CPI do Cartão Corporativo e do dossiê montado na Casa Civil da presidência da República sobre despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso?
Do Caso Renan Calheiros (PMDB-AL) você lembra. Sim, aquela história do dinheiro entregue por um lobista de empreiteira à jornalista, ex-amante e mãe de um filho do senador.
Como deve lembrar da descoberta recente sobre o curriculum da ministra Dilma Rousseff,da Casa Civil, onde constava curso que ela não concluiu.
Tais episódios ficaram por isso mesmo. O que envolveu Renan resultou na absolvição duas vezes dele pela maiores dos seus pares.
Prepare-se para testemunhar mais um que chegará ao fim sem que ninguém seja punido.
Sim, falo de tudo que foi apurado contra o senador José Sarney (PMDB-AP) - do empreguismo de parentes e afilhados políticos ao desvio de verbas oficiais dadas em patrocínio para a fundação batisada com o nome dele e presidida por ele.
Em discurso elogiado pelos colegas como "uma defesa técnica e sem emoção", Sarney disse em resumo o seguinte: se tenho culpa, quem aqui não tem?
Citou, por exemplo, o número de atos secretos produzidos nas duas gestões anteriores dele como presidente do Senado. E comparou-o com o número de atos secretos produzidos nas gestões dos seus sucessores.
De lá para cá, o PMDB pediu a cassação do mandato de Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, que pagou o salário de um assessor liberado para estudar cinema durante dois anos em Barcelona.
E soube-se que o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, foi cuidar da saúde no exterior e levou uma das filhas com passagem paga pelo Senado.
O argumento do "se tenho culpa,quem aqui não tem?", assustou boa parte da oposição. O susto cresceu depois que Virgílio foi encostado na parede.
Ser réu confesso, como ele faz questão de repetir, não torna ninguém menos réu. Confessar um erro não revoga o erro cometido. Oferecer-se para reparar o erro pode, no máximo, atenuar uma eventual pena.
Sarney atou seu destino ao da aliança do PMDB com o PT para eleger Dilma. Ameaçou pedir licença do cargo para que ele fosse ocupado por um vice da oposição. O governo entrou em pânico.
Estamos outra vez nos estertores de mais um caso que provocou muito barulho para afinal se desmanchar no ar como tudo que parece sólido.
A prometida reforma do Senado se limitará a uma maquiagem mal feita. Medidas antes anunciadas estão sendo esquecidas sem alarde.
O que era sujo permanecerá sujo.
Revoguem-se as disposições em contrário.
Texto editado e elaborado pelo jornalista radicado em Brasília, Ricardo Noblat.
Postado:
12.8.2009
| 8h03m www.noblat.com.br
A VERDADE TEM QUE SER DITA
Pelo jeito apenas no Paraná, a imprensa é que deu repercussão a denúncia contra o senador do Estado, Álvaro Dias (PSDB), porque os jornalistas de Brasília debocharam um bocado da matéria da Revista Época. Mesmo no blog dos jornalistas referenciais sobre as mazelas e desmando do poder, Ricardo Noblat e Lúcia Hippolito, não há uma linha escreita sobre o assunto.
Parece que o converseiro é somente por aqui. Por lá estão é preocupados com o pedido da Ministra Dilma Roussef a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, para acelerar as investigações sobre o filho do Sarney e da poderosa chefe da Casa Civil e candidata à presidência pelo PT ter saído do PDT para se transformar nos olhos e ouvidos do LULA. Estão preocupados com as mentiras da Dilma Roussef sobre seu currículo e sua carreira profissional, já que a 'nobre e valente senhora' nunca fez mestrado em economia, quanto mais doutorado. Pior, a 'mão de ferro' de LULA quando pega em flagrante inventou uma história da carochinha de que, "alguém invadiu os computadores do seu ministério e falsificou as informações".
Mas quando a ministra Dilma Roussef compareceu duas vezes ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2004 e em 2006 (os vídeos dos dois programas circulam na internet), viu e ouviu os âncoras lerem no início do programa seu currículo e não disse nada para corrigir as informações. Nos dia das paersentações na TV Cultura o jornalista Paulo Markun lê o currículo falso de Dilma Roussef, e a 'grande dama' não move um músculo, não pisca um olho, continua incólume, imóvel.
Segundo os jornalistas de todas as redes de TV no Brasil o currículo da Dilma Roussef teve seus dados levantados na gerenciadora de currículos Plataforma Lattes, onde a ministra acusa de ter sido o alvo da primeira falsificação dos seus dados, não procede à informação. Para alterar dados ou inserir é necessário uma senha individual e várias confirmações. Segundo a jornalista Lúcia Hippolito, "Tudo bem, um hacker poderia ter invadido as páginas. Invadem até o site do Pentágono!", mas dizer que ela não sabia, depois de mais de 5 anos de divulgação pela imprensa na presença da Ministra, aí é demais. Ela deve achar que todo mundo é trouxa.
Esses são um dos assuntos que permeiam as páginas de sites, blogs e dos grandes jornais do país, fora a falta de ética do Conselho de Ética do Senado, os tiroteios de palavras imundas nas sessões da Casa e o colado bigodão do Sarney na mesa da presidência.
Ninguém diz que o fato de Álvaro não haver mostrado seus dividendos esteja 100% correto, mas ainda não havia entrado na declaração de imposto de renda da Receita Federal, então não pode fazer parte do processo de pestação de contas de campanha. Caso o Senador houvesse declarado bens ou movimentação financeira antes de prestar as devidas contas ao IRF, aí sim, pela leis eleitorais estaria cometendo erro passível de processo e até perda de direitos eleitorais.
Todo mundo esquece que o senador abriu seu sigilo para o jornalista, mostrou seu movimento bancário, não escondeu nada e ainda teve respaldo de dois juristas anti Álvaro Dias, declarando que tudo está correto e que o senador não cometeu qualquer ilícito. Pior que o que ocorreu em Curitiba com Beto Richa, não é. Pelo ou menos o senador tem controle das suas coisas o Beto não controla a sua campanha pra prefeito.
Tem outra, até uma unha quebrada o PT vai capitalizar pra ferrar a imagem do Álvaro Dias, eles precisão desesperadamente desmoralizar o senador para enfraquecê-lo junto à opinião publica brasileira por causa da CPI da Petrobrás, onde PT, aliados e Cia terão que explicar, se explicar e reexplicar inúmeros saques e investimentos de fundo de pensão em mercado de ação de forma no mínimo equivocada, além do derrame de dinheiro como nunca em benefícios de Ongs, Fundações e Instituições. Tem os erros fiscais e prestação de suas contas e das inúmeras obras super, hiperfaturadas que já de conhecimento geral da Nação, desde os áureos tempos da CPI dos Correios.
Eh, meus amigos, a melhor maneira de se defender é atacar, se preciso for inventar.
De fato o PT e asseclas são ótimos em desmoralizar, eu mesmo passei e passo até hoje por isso. Meu casamento acabou, porque virei amante (puta) de não sei quem. Fiquei milionária, somente não me entregaram o dinheiro, pois a verdade é que até fome passo. Perdi mãe, quase meu filho, amigos, 3 anos da minha vida e por um triz, não perdi a vida... Então, pelo ou menos pra mim, essa história não cola.
Ah... caso alguém venha falar que sou puxa saco do Senador Álvaro Dias do PSDB, pode falar. Eu admiro muito este homem, pois ele reconhece seus erros, assume seus pecados e admiti suas mancadas. E no fim de tudo, tenta corrigir e não permanecer no erro. Não é demagogo, não tira onda da cara do seu eleitor e ainda é metrossexual (vaidoso). Inteligente, vivaz, sagaz e em prol do Brasil.
Santo, não acredito que seja, ninguém é, se fosse não seria político, seria Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, São Francisco de Assis.
O fato é que deixem falar, o que importa de fato são seus préstimos a Nação que superam em números seus erros e seus deslizes. No Brasil de hoje é o que conta e o que precisamos numa quantidade muito maior, porque o Congresso Nacional foi tomado de assalto por homens de honra alguma.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
UM BRASILEIRO EM PROL DA EDUCAÇÃO
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque, nasceu em Recife no dia 20 de fevereiro de 1944. Graduado em engenharia pela Universidade Federal de Pernambuco em 1966, envolveu-se na mesma época com a política estudantil, tendo sido militante da Ação Popular, um grupo ligado à Igreja Progressista de Esquerda.
Após o golpe militar de 1964, devido às perseguições da ditadura, seguiu para o auto exílio na França. Em Paris iniciou doutorado em Economia pela Universidade de Sorbonne, concluindo-o no ano de 1973.
Trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de 1973 a 1979, tendo ocupado postos no Equador, em Honduras e nos Estados Unidos.
Foi o primeiro reitor da Universidade de Brasília (UNB) eleito pelo voto direto, após a ditadura militar.
Governador do Distrito Federal, Ministro da Educação e atualmente é senador pelo PDT, tendo sido eleito em 2002 com 674.086 votos, ou seja, 30% dos válidos no Distrito Federal.
Em 2006 foi candidato à presidência da República pelo seu partido, o PDT, tendo o falecido senador amazonense Jefferson Perez, também do PDT como seu vice, na chamada ‘chapa pura’.
Cristovam Buarque foi consultor de diversos organismos nacionais e internacionais como re ainda, o Conselho da Universidade para a Paz da ONU e participou da Comissão Presidencial para a Alimentação, dirigida por sociólogo Herbert de Souza. Buarque também é membro do Instituto de Educação da Unesco.
Criou a ONG Missão Criança, que patrocina um programa de bolsa-escola para mais de mil famílias, com recursos oriundos da iniciativa privada.
Foi agraciado com o Prêmio Jabuti de Literatura de 1995, na categoria Ciências Humanas. A intenção de promover uma "revolução pela educação" é uma idéia que segue a linha de pensamento de importantes intelectuais brasileiros, como Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire.
O Senador é escrito, com mais de 22 títulos publicados, sobre os mais diversos temas como história, economia, sociologia e principalmente o seu grande amor, a educação. Seus livros mais famosos são: Desordem e Progresso, A Revolução das Prioridades, O Semeador de Utopias, A Borboleta Azul e Astrícia (romance de 1984).
Nesta semana iremos saber o que pensa e como vê o Brasil, o marido, o pai que tem duas filhas, o homem, o cidadão brasileiro acima de tudo.
Com a palavra Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque:
O Senador está colhendo assinaturas para um projeto de lei que quer obrigar os políticos brasileiros a matricular seus filhos na escola publica. O que pretende exatamente com esta iniciativa?
Buarque. Três coisas: fazer em 2009 o que o Brasil não fez em 1889, construir uma República. Porque não é República um país que tem escola para os filhos da elite política diferente da escola dos filhos do povo; segundo, aproximar os políticos do povo ao longo do mandato, fazendo políticos participarem de reuniões de pais e mestres, com gente do povo; terceiro, melhorar a escola pública.
Da época que o senhor esteve à frente do Ministério da Educação até hoje, os investimentos melhoraram, pioraram, ou mantiveram-se os mesmos?
Buarque. Melhoraram como tudo no Brasil sempre melhora...aos poucos. Mas ainda é muito pouco, vergonhosamente pouco. Se tirarmos o que se gasta com universidade, escola técnica e outros gastos, o que ficaria apenas R$ 1.500 por aluno por ano. Mesmo assim, não estamos hoje piores do que há 20 anos, mas ainda estamos ficando para trás, porque aumentaram muito mais as exigências de educação, no mundo de hoje, e os demais países que eram iguais estão hoje na nossa frente, porque avançaram mais.
Para o senador qual seria o percentual ideal do orçamento da União para ser investidos nos programas de educação, cultura e esporte no país?
Buarque. O importante é definir o que queremos para a escola, depois quanto custa. É preciso insistir numa carreira nacional do professor e em um programa federal de qualidade educacional. A carreira, com salário médio de R$ 4 mil por mês para o professor, com todos os equipamentos necessários levará um prazo de 20 anos para ser implantada em todo o país, um pouco mais do que os mandatos de Fernando Henrique Cardoso e Lula somados. De imediato, bastariam R$ 7 bilhões por ano para fazer esta revolução em 250 cidades de porte médio. Isto equivale a menos de 1% da renda do setor público, menos de 0,3% da renda nacional.
Como o Senador está vendo a interferência do Planalto nesta crise do Senado Federal?
Buarque. Com vergonha da fragilidade de nossa República que não consegue ter o equilíbrio entre os três poderes.
A insistência do presidente Lula em manter o Sarney à frente do comando do Senado, não agrava ainda mais a crise institucional da Casa?
Buarque. Certamente. Não basta a saída do Sarney, mas sem ela, a nossa credibilidade não voltará.
Está crise do Senado Federal nada mais é que a exposição ao publico de antigas praticas da Casa. Na sua opinião, já que a crise ética é velha, porque nenhuma atitude foi tomada pra que os erros fossem reparados antes que eclodisse em um escândalo Nacional?
Buarque. Porque os senadores não dedicam tempo à administração do Senado. Entregamos aos poucos que compõem a Mesa Diretora, e estes entregam à servidores de carreira. E tudo “corria bem” nos benefícios que recebiam. Felizmente, descobriu-se tudo. Agora falta consertar.
O que é preciso fazer pra que de fato se recupere a imagem devastada do Senado perante o povo brasileiro?
Buarque. É preciso mais do que apenas retórica para recuperar não só a imagem, mas a reputação do Congresso Nacional. Por isso, elaborei algumas propostas que, a meu ver, são essenciais para se fazer uma reforma política efetiva, que são: Proibição de reeleição para os cargos executivos e reeleição por mais de uma vez para parlamentares; Redução do mandato do Senador para quatro anos; Fim do Suplente de Senador; Substituição do Senador apenas no caso de cassação, morte ou renúncia, com escolha de substituto pela Assembléia Legislativa; Redução do número de Senadores para dois por Estado, eleitos individualmente entre o primeiro e o segundo mais votados; Perda do mandato para o parlamentar que optar por ocupar cargo no executivo; Definição do período de férias parlamentar entre 20/12 e 20/01 e divisão do ano parlamentar em período de três semanas plenas de sessões ordinária e uma semana seguinte sem sessão ordinária para liberar o senador ao trabalho em sua base eleitoral; Eliminar possibilidade de Janela para mandato por mudança de partido, mantendo-se a perda do mandato; Fidelidade do partido ao cumprimento dos compromissos assumidos em campanha; Fim de todo benefício privado ao parlamentar, externo aos salários; Reajuste de salário de parlamentar jamais poderá exceder a metade do reajuste dado aos servidores públicos das áreas fins de saúde, educação, segurança na respectiva unidade federativa; Formação de gabinete apenas com servidores de carreira ou militante sem remuneração com recursos públicos; Da mesma forma que a justiça Eleitoral, as campanhas eleitorais serão financiadas exclusivamente com recursos públicos; Cassação de todo o eleito que tenha usado qualquer outra fonte de financiamento que não seja pública; Considera-se quebra de decoro o uso por agente público eleito, de serviços privados de saúde e educação; As declarações de renda de todos os agentes públicos eleitos serão submetidos à analise da “malha fina” na Receita Federal; e o mais importante, o parlamentar que houver renunciado ao mandato fica impedido de disputar qualquer eleição seguinte àquela a que renunciou.
O Senador tem esperança que o país encontre o rumo da ética e moralidade de suas instituições?
Buarque. Sim, mas isso só vai correr quando fizermos uma revolução na educação.
Qual é o melhor projeto de Nação para o cidadão Cristovam Buarque?
Buarque. Todas as crianças em escolas com a mesma qualidade dos 4 aos 18 anos. Só então, poderemos seguir no rumo certo, o do desenvolvimento sustentável.
A imprensa nacional indica o senador como um possível candidato à presidência. E o senador? Senado, Governo ou representará o PDT novamente na corrida presidencial?
Buarque. Se o PDT quiser, eu estou pronto para ser candidato a presidente da República. Fora isto, neste momento, nada mais me entusiasma salvo voltar à UNB em tempo integral.
Como o Senador vê o Brasil daqui a 30 anos?
Buarque. Se tivermos apenas aceleração como propõe o PAC, um crescimento em direção ao abismo ético, social e ecológico. Mas, se fizermos à revolução educacional, teremos uma nova potência mundial e uma nação civilizada.
(**) Obrigado Senador pela entrevista dada a Gazeta do Paraná.