quinta-feira, 13 de maio de 2010

DIRETO DA BBC

Para Hillary Clinton, carga tributária contribui para progresso do Brasil


A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que "não é por acaso que o Brasil está crescendo" e citou a carga tributária como um dos fatores que contribui para os recentes progressos do país.
Em discurso na 40ª Conferência das Américas, em Washington, Hillary disse que em muitos outros países da região a relação entre a arrecadação de impostos e o PIB (Produto Interno Bruto) está entre as mais baixas do mundo, o que é "insustentável".
"Tenho conversado com meus colegas no continente e com chefes de Estado e de governo sobre a necessidade de aumentar a arrecadação dos governos. E isso é apenas outra maneira de dizer impostos", afirmou a secretária, diante de ministros e diplomatas dos países latino-americanos, dos Estados Unidos e do Canadá.
"Se olharmos para a relação entre arrecadação e PIB no Brasil, é uma das mais altas do mundo. Não é por acaso que o Brasil está crescendo e que está começando a reduzir as desigualdades em sua sociedade. E é uma sociedade grande e complexa. Mas eles estão fazendo progressos", acrescentou.
"É uma política que vem de várias décadas e que tem sido seguida com grande comprometimento e está dando certo", concluiu Hillary.

Críticas
As declarações da secretária de Estado contrastam com as críticas comumente feitas à carga tributária no Brasil, que ficou acima de 35% do PIB em 2009 - a maior na América Latina e uma das mais altas do mundo.
Há anos se discute a necessidade de uma reforma fiscal e tributária no país, a fim de reduzir a carga tributária.
O próprio representante brasileiro no encontro em Washington, o secretário-geral de Relações Exteriores, Antonio Patriota, pareceu surpreso com a declaração da secretária.
"Foi interessante ouvir a secretária Clinton dizer que uma das vantagens do sistema brasileiro é uma taxa de arrecadação muito alta na comparação com outros países", disse Patriota, em seu pronunciamento, após a secretária já ter deixado a reunião.
"Isso não é necessariamente visto como uma vantagem pelo público brasileiro. Muitos no Brasil pensam que devemos simplificar os impostos", afirmou.
Segundo Patriota, esse será um dos desafios a serem enfrentados pelo novo presidente, "quem quer que seja eleito em outubro".

**Este texto não sofreu qualquer alteração e foi copiado integralmente do site da BBC no Brasil.

terça-feira, 11 de maio de 2010

CONGRESSO FOCO TRÁS...

Terça-Feira, 11 de Maio de 2010
Gilberto Carvalho ajudou líbio acusado de fraude

Com a intervenção do chefe de gabinete de Lula, Khalifa Gannai conseguiu em menos de 24 horas documento que Ministério do Trabalho em geral demora 30 dias para conceder

Reportagem de Lúcio Lambranho
Antonio Cruz/ABr
Chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho interveio para que cidadão líbio tivesse sucesso em pleito no Ministério do Trabalho
Na rotina do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), um dos expedientes é emitir para estrangeiros que têm negócios no Brasil um registro de investidor no país. Trata-se de um documento importante para que empresários de outros países que atuam aqui consigam, na Polícia Federal, um visto de permanência. A burocracia estatal faz com que esses registros demorem, em média, 30 dias para sair. Há, porém, um cidadão líbio que conseguiu uma proeza: seu registro de investidor foi prorrogado no mesmo dia em que foi pedido. E ele nem tinha uma empresa em atividade no Brasil para comprovar seus negócios. Era apenas sócio do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB) numa firma que nunca saiu do papel. 


A proeza desse líbio, de nome Khalifa Abdalla Gannai, explica-se por uma importante intervenção em seu favor. Gilberto Carvalho, chefe do gabinete pessoal do presidente Lula, fez um pedido pessoal ao Ministério do Trabalho para que o registro fosse prorrogado. O caso de Khalifa e a intervenção de Gilberto Carvalho são agora alvos de uma denúncia que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal.

Processos iguais ao de Khalifa e sem intervenções como a de Carvalho costumam demorar cerca de 30 dias para serem analisados e aprovados no Conselho Nacional de Imigração do MTE. O registro garante a permanência de estrangeiros no país, caso seja comprovado que suas empresas têm capital investido e capacidade de gerar empregos por meio de atividade regular.
Mas este não era o caso da Libras Brasil 2001 Importadora e Exportadora. Inquérito da Delegacia de Imigração da Polícia Federal, ao qual o Congresso em Foco teve acesso, mostra que Gannai, Rodrigo Suassuna - filho de Ney Suassuna e gestor da empresa - e Daniela dos Santos, que dizia ser funcionária da sociedade entre o líbio e a família Suassuna, fizeram falsas declarações no processo para mascarar a inatividade da Libras.
Ao perceber a fraude, a Polícia Federal encaminhou uma denúncia contra os três ao Ministério Público Federal (MPF) em novembro de 2009. Khalifa Gannai não conseguiu seu visto de permanência.
Segundo a denúncia do MPF, no suposto endereço da empresa funcionava o Banco BRJ, onde trabalha até hoje Daniela dos Santos. "A empresa na realidade nunca funcionou, pois, não teve funcionários, muito menos, em 2005, um investidor", diz a denúncia já transformada em ação penal pela Justiça Federal do Rio de Janeiro e assinada pelo procurador da República Fábio Magrinelli Coimbra.
A fraude foi descoberta pela PF somente após o pedido de Gilberto Carvalho e quando o Conselho do MTE decidiu prorrogar o registro da empresa em 7 de abril de 2005. Intimadas pela PF, duas funcionárias do MTE, que avalizaram a prorrogação, informaram à PF sobre o pedido do chefe de gabinete do presidente Lula.
Comitiva presidencial
Gannai é personagem conhecido no Palácio do Planalto não por sua atuação como empresário no Brasil. Ele foi intérprete do presidente em encontros com representantes da Libia. Em março deste ano, por exemplo, foi ele quem traduziu para o presidente Lula os termos da conversa que ele teve com Saif Kadaf, filho do presidente da Líbia, Muammar Kadafi. Saif é artista plástico e encontrou-se com Lula em São Paulo. Em 2003, Khalifa foi intérprete de reuniões de Lula com o próprio Kadafi em Trípoli, capital da Líbia.
Um mês após a tentativa frustrada de conseguir o visto na PF de posse do documento do MTE, em maio de 2005, Khalifa Gannai serviu de tradutor para o ministro das Relações Exteriores da Líbia, Abdelrahman Mohamed Shalqam, durante a Cúpula América do Sul-Países Árabes, e em um encontro reservado com o presidente Lula no Palácio do Planalto.
O encontro não consta da agenda oficial do presidente publicada na internet do dia 9 de maio de 2005, mas está registrado no sistema interno de recebimento de autoridades estrangeiras do Palácio Planalto, conforme encaminhou ao site a assessoria de Gilberto Carvalho. 
O português fluente, que ele aprendeu durante os mais de dez anos em que viveu no Brasil, ajudou Khalifa Gannai a se aproximar das autoridades brasileiras e ser habilitado como tradutor de confiança dos dois presidentes.
E foi justamente essa condição do líbio que deu agilidade fora do comum ao seu pedido no MTE. Além dos documentos, das declarações falsas e do pedido de Carvalho, Khalifa e o chefe de gabinete de Lula disseram para as duas funcionárias do conselho de imigração que o tradutor integraria uma viagem do presidente Lula para a Líbia. E que tal viagem aconteceria dias depois de ele requerer a prorrogação do registro de investidor.
Contradições
Neste mesmo processo, a então coordenadora do Conselho Nacional de Imigração, Hebe Teixeira Romano, e Heloísa Helena de Melo, atualmente na Divisão de Engenharia do MTE, confirmaram o pedido de Gilberto Carvalho.
Hebe – que hoje é chefe de gabinete do advogado geral da União, Luís Adams – também reforçou que para dar agilidade à concessão da prorrogação, Khalifa afirmou que “integraria comitiva presidencial à Líbia".
O problema é que, em abril de 2005, quando Khalifa fez o pedido de prorrogação do registro, o presidente brasileiro não esteve na Líbia. Na ocasião, Lula foi à Itália e a países da África Ocidental.
Além disso, mesmo que não tenha sido para a Líbia, Khalifa não poderia ter integrado aquela comitiva presidencial. No dia 11 de abril de 2005, quando Lula estava na África num encontro com o presidente de Camarões, Paul Biya, Khalifa Gannai estava na Polícia Federal do Rio de Janeiro, tentando obter seu visto de permanência no Brasil, de posse exatamente da aprovação do registro de investidor concedido pelo Ministério do Trabalho quatro dias antes. A viagem de Lula seguiu até 14 de abril, e o presidente teve encontros com líderes da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas), organização da qual a Líbia não faz parte.
Há ainda um outro ponto questionável na afirmação de que Khalifa Gannai precisaria do registro de investidor para integrar a comitiva de Lula caso ele fosse à Líbia. Ele é cidadão líbio. Não precisaria de nenhuma documentação brasileira para entrar sem problemas em seu país de origem.
Carvalho se defende
Ao contrário do que disse Hebe Teixeira Romano, o chefe de gabinete de Lula afirmou que a suposta viagem presidencial não teve relevância para a obtenção do visto e que pedidos como este são comuns na Presidência da República.
"Não tenho como provar se ele esteve ou não nesta viagem. Isso não é relevante, o relevante é que essa pessoa ajudou a melhorar a relação comercial entre os dois países", disse Gilberto Carvalho em entrevista ao Congresso em Foco.

"Quanto ao mérito, naturalmente, cabe ao profissional que analisa as condições se deve ou não atender. Eu pedi pura e simplesmente para ele ser atendido", defende-se o chefe de gabinete de Lula.
  
"Se o postulante integrou ou não comitiva presidencial, não é de meu conhecimento, nem de minha responsabilidade", justificou em nota encaminhada ao site a então coordenadora do Conselho Nacional de Imigração do MTE, Hebe Teixeira Romano.

Fraude
Caso, porém, se comprove o que investiga o Ministério Público, a intervenção feita em favor de Khalifa Gannai contribuiu para que o líbio tivesse sucesso numa fraude. Para conseguir o registro no MTE, ele apresentou documento em que afirma ter aplicado 200 mil dólares no país, e um projeto em que informa atuação de sua empresa no mercado de importação e exportação de mercadorias em geral. Mas, no registro feito na Receita Federal ainda em 2001, a empresa tinha no ramo de atividade a comercialização de energia elétrica como área de atuação.
Ocorre que, um ano antes da prorrogação do registro, o sócio de Khalifa, o ex-senador Ney Suassuna, já declarara publicamente que a empresa dos dois não tinha saído do papel. Em 2004, Suassuna, então líder do PMDB no Senado, foi aos jornais para responder matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense. A reportagem mostrava a relação dele com o líbio. Suassuna e Khalifa pararam no jornal por uma razão não muito nobre: suspeitas de remessas ilegais de dinheiro para o exterior a partir de investigações da CPI do Banestado.
"A nossa sociedade acabou não saindo do papel, já que ele foi obrigado a retornar ao seu país de origem e eu não tive tempo de tocar a empresa", respondeu Suassuna, ao justificar a sociedade com o líbio. O relatório final da comissão, que não chegou a ser votado, isentou Suassuna das acusações de lavagem de dinheiro e remessas ilegais para o exterior.
Assim, as declarações públicas do ex-senador já demonstravam que o registro no MTE não poderia ter sido prorrogado. Afinal, o sócio brasileiro da empresa afirmava que ela nunca teve empregados e não funcionou de fato, pré-requisitos óbvios para a concessão do registro de investidor. 
“Peça-chave”
Ao Congresso em Foco, Carvalho disse que, na ocasião, não sabia das ligações de Khalifa Gannai com Ney Suassuna. "Vim saber isso agora, posteriormente, que tinha vinculação com o senador. Não houve pedido do senador. Esta pessoa é de confiança e, pelo que eu sei, continua ajudando empresas brasileiras que investem na Líbia", contou.
"Ele é o único tradutor que funciona, o único de confiança. Eu estranho este processo do Kalifa, pois para nós ele tem sido uma peça-chave para as relações entre os dois países", completa.
Outra questão que deve intrigar os investigadores do caso. No relatório de gestão de 2005 do Conselho Nacional de Imigração não consta a aprovação do pedido do sócio do ex-senador junto com a de outros processos de estrangeiros deferidos pela pasta no mesmo ano, apesar de ter sido publicado no Diário Oficial da União (DOU). 
O site tenta há mais de uma semana contato com o MTE e com a servidora Heloísa Helena de Melo, por meio da assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho. Até o fechamento desta edição, a reportagem não recebeu retorno ao pedido de esclarecimentos sobre este caso.



FURO DA GAZETA DO POVO


Segunda-feira, 10/05/2010
Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Pedro Serápio/Gazeta do Povo / Fachada da casa onde ocorreu o tiroteio: supostos bandidos não sabiam que se tratava da residência dos seguranças de PessutiFachada da casa onde ocorreu o tiroteio: supostos bandidos não sabiam que se tratava da residência dos seguranças de Pessuti
CURITIBA

Assaltante é morto em tiroteio na casa de seguranças de governador Pessuti

Seguranças do governador trocaram tiros com três homens que queriam roubar carro que estava estacionado na residência. Outros dois assaltantes fugiram
10/05/2010 | 22:40 | FELIPPE ANÍBALatualizado em 10/05/2010 às 23:47
Um assaltante morreu durante um tiroteio na residência onde moram homens que fazem a segurança do governador do Paraná, Orlando Pessuti. Por volta das 21h30 desta segunda-feira (10), três homens tentaram entrar na casa, situada à Rua Eugênio Mocelin, no Boa Vista, emCuritiba, na tentativa de roubar um veículo Ômega que estava na garagem. Entretanto, ao perceber o movimento dos bandidos, os seguranças do governador iniciaram um tiroteio. Os vizinhos afirmaram terem ouvido pelo menos uns dez tiros. Os outros dois assaltantes fugiram.
Segundo informações do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), o corpo da vítima – ainda sem identificação – foi retirado do local por volta das 22h40. Policiais militares e de diversas divisões da Polícia Civil foram ao local após a ocorrência. Como o alvo dos assaltantes era um automóvel, as investigações ficaram à cargo da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.
Pessuti mora em uma residência que faz fundos com a casa alugada para abrigar os seguranças. Segundo informações extra-oficiais – não confirmadas pelo Cope – o governador estava em sua casa no momento do tiroteio, mas teria deixado o local ileso. As imediações do local do crime ficaram isoladas até por volta das 23h.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"De modo suave, você pode sacudir o mundo."


Mahatma Gandhi



INFLAÇÃO: "EM ELEVAÇÃO CONTINUA COMPLETA UM ANO"


IPCA tem variação de 0,57% em abril

Acumulado no ano está em 2,65%; índice registra alta de 5,26% em 12 meses

Ilton Caldeira, iG São Paulo | 07/05/2010 09:07
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de abril apresentou variação de 0,57% e ficou 0,05 ponto percentual acima da taxa de março (0,52%). Com o resultado de abril, o acumulado do ano está em 2,65%, bem acima da taxa de 1,72% registrada em igual período de 2009. No período de 12 meses, o índice registra alta de 5,26%, também acima dos 5,17% verificado no mesmo intervalo anterior. Em abril de 2009, o IPCA ficou em 0,48%.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da desaceleração verificada em parte dos grupos de produtos e serviços, o reajuste nos preços dos remédios, o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de automóveis zero quilômetro e a entrada no mercado dos novos artigos de vestuário foram os responsáveis pela alta do IPCA verificada na comparação entre os meses de março e abril.
No setor de alimentos, a alta de 1,45%, ainda que menor do que a taxa de 1,55% registrada em março, continuou sendo forte e os preços já acumulam alta de 5,19% neste segmento no ano. O leite pasteurizado, mesmo com 7,43% de variação em abril, inferior aos 8,03% do mês de março, teve a maior variação (0,08 ponto percentual). No mês passado, as maiores quedas foram verificadas nos preços da cenoura (-3,14 %), frutas (-2,51%), óleo de soja (-2,38%), hortaliças (-2,19%) e arroz (-1,27%).
Enquanto isto, a taxa dos produtos não alimentícios subiu dos 0,22%, em março, para 0,31% em abril. O reajuste médio de 4,6% nos preços de um grupo de medicamentos, concedido para vigorar a partir do dia 31 de março, foi responsável pela variação de 2,22% no IPCA, constituindo-se na terceira maior contribuição do mês: 0,06 ponto percentual. Em março, os preços no setor se apresentaram relativamente estáveis.
No segmento de veículos, o aumento no preço dos automóveis, que passou da queda de 0,72%, em março, para a alta de 1,04% em abril, refletiu o efeito do retorno do IPI, que incide sobre os carros novos desde o dia 1º de abril. Já os artigos de vestuário, que passaram de 0,66%, em março para 1,28% em abril, evidenciaram a alta sazonal observada por ocasião da entrada da nova estação no mercado.
Outro destaque ficou por conta dos salários dos empregados domésticos, que também apresentaram variação significativa (1,60%), embora mais branda que a verificada no mês de março (1,81%).
Já os combustíveis ficaram mais baratos com a queda de 1,23% em abril, depois da expressiva redução no mês de março (-2,51%). Isto pode ser explicado pela queda no preço da gasolina, que recuou 1,95%, em março, e 0,56% em abril. O etanol manteve o comportamento, passando de -8,87%, em março, para -8,37% em abril.

Dentre os índices regionais, a maior taxa ficou com Brasília (1,07%), onde os artigos de vestuário (2,39%) e a gasolina (7,76%) apresentaram os maiores resultados no mês. Goiânia (0,10%) registrou o menor índice tendo em vista, principalmente, fortes quedas tanto na gasolina (-7,72%) como no preço do etanol (-14,37%). 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

DEGRAVAÇÃO DO DISCURSO DE SERA EM SANTA CATARINA


O pré-candidato a presidência, José Serra (PSDB) foi acusado essa semana no Blog do Nassif de haver comparado os fumantes com ateus em um discurso que fez à comunidade evangélica em Santa Catarina. Pois é, mas não foi nada disso que aconteceu.
Confiram a degravação do discurso na íntegra. No único trecho onde ele fala de cigarro e fumante, diz:
“Me lembro de uma outra citação de Cristo, agora que João dizer que o ladrão vem somente para roubar, matar e destruir, eu vim – diz Jesus – para que tenham vida e tenham essa vida em abundância. O que significa isso? Que não se trata através das nossas ações apenas de prolongar a vida. Trata-se de ter qualidade de vida. Isso é fundamental. É preciso viver e é preciso viver bem e cada vez melhor. Essa é uma mensagem de Jesus Cristo. E olha, o trabalho que os missionários fazem está voltado a essa direção: para as crianças, para os idosos, para todas as pessoas, que vivam através de [ininteligível] assistência médica, mas que vivam melhor.
Este para mim sempre foi um princípio de vida, na vida privada e na vida pública. Me lembro quando fui ministro da Saúde, ou agora como governador de São Paulo. Nós combatemos o tabagismo, o cigarro. Por quê? Porque faz mal a saúde. Mas eu dizia: ‘Não é apenas para prolongar a vida das pessoas, é para que tenham uma melhor qualidade de vida, porque aquele que fuma, quando fica doente por causa disso, fica às vezes anos com problemas de saúde, inclusive problemas de paralisia, não pode andar, sofre com doenças do pulmão’. Ou seja, vive, mas vive mal.” 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

BRASIL CRIA NOVO BANCO PARA ESTIMULAR EXPORTAÇÕES


Diante de quedas sucessivas na balança comercial, o Ministério da Fazenda anunciou, nesta quarta-feira, uma série de medidas com o objetivo de estimular as exportações brasileiras.

Uma delas é a criação de um banco voltado para o financiamento das vendas ao exterior, o Exim-Brasil, que já nasce com uma carteira de R$ 13 bilhões.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, todas as operações de crédito à exportação do BNDES serão transferidas para essa nova instituição.

Além disso, o governo também anunciou a abertura de uma linha de crédito no valor de R$ 7 bilhões para exportações de bens de consumo, como veículos e eletrodomésticos.

Mantega disse que o objetivo das medidas é estimular as empresas brasileiras em um momento "de crise lá fora" e que o Brasil está apenas "entrando em linha" com planos adotados em outras economias.

"O mundo todo desonerou as exportações, e o Brasil está entrando em linha com o que é feito nos outros países, numa política totalmente saudável", disse o ministro.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, de janeiro a abril a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 6,68 bilhões - valor 65% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

terça-feira, 4 de maio de 2010

PROMOTORA DELINEA MENSALÃO DE BRASÍLIA

04/05/2010 - 05h55 / Fonte UOL.

Esquema de Durval começou no governo Roriz

Na terceira parte de sua entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, promotora que desvendou o esquema do mensalão do DF mostra que ex-secretário começou a operar no governo anterior ao de Arruda, com a mesma metodologia Operador no governo Roriz, Durval manteve-se operador no governo Arruda, diz promotora da Caixa de Pandora
Rudolfo Lago

Se não tivesse a autorização expressa do então governador Joaquim Roriz, Durval Barbosa sequer teria conversado com José Roberto Arruda sobre a possibilidade de operar para ele um esquema de desvio de recursos públicos. Essa é a convicção da promotora Alessandra Queiroga, responsável pelas investigações iniciais da Operação Caixa de Pandora. Na verdade, mais do que mera convicção. Durval revelou em seus depoimentos que pediu autorização a Joaquim Roriz antes de começar a operar para José Roberto Arruda. Na época, Roriz era aliado do então deputado que tentaria sucedê-lo no governo do Distrito Federal.
Desde que Durval assumiu a presidência da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan), em 1999, ele já começou a operar o esquema de desvio. Com a mesma metodologia que foi desvendada na Operação Caixa de Pandora. Com uma desenvoltura que muitas vezes espantava a Alessandra e seus colegas do Ministério Público, Durval aceitava dispensar licitações e criar outras situações irregulares. Sua característica, diz Alessandra, era ter “coragem” de por sua assinatura em contratos claramente ilícitos. Talvez com a convicção de que tamanho desassombro com a corrupção o manteria sempre absolutamente necessário e o protegeria. Operador no governo Roriz, Durval manteve-se operador no governo Arruda. É assim que Alessandra o define na terceira parte da entrevista exclusiva que concedeu ao Congresso em Foco.
Congresso em Foco – Como a senhora classificaria a figura de Durval Barbosa no esquema? Desde quando ele era responsável por essas operações de captação de recursos irregulares junto a empresas que prestavam serviços para o GDF? Ele já agia dessa forma antes de começar a fazer esse serviço para o Arruda?
Não tenho dúvidas de que sempre fez. Em 1999, quando ele assumiu a Codeplan, já houve imediatamente uma grande reformulação na empresa. Um remanejamento total de servidores. Já foram firmados os primeiros contratos no formato usado pelo esquema. Salvo engano, a primeira ação que tivemos na Promotoria do Patrimônio Público foi um contrato da Codeplan com a Polícia Civil,  em que se dispensava licitação para comprar softwares. Esses softwares existiam no mercado, a licitação era possível, e com a dispensa a Codeplan pagou mais caro. Um momento em que fica muito clara a característica da ação de Durval é no vídeo em que ele conversa com a empresária Cristina Bonner, em que ela fica chocada com a conversa [Cristina Bonner é dona da empresa de informática TBA, uma das empresas que Durval acusa de pagar propina ao esquema]. Ela diz, sem acreditar: ‘Como é que você vai conseguir aí a dispensa da licitação?’ Então, a característica era ter coragem de botar a assinatura em contratos tão absurdos que surpreendem. Um certo nível de inconseqüência que é, inclusive, comentado pelos colegas. Então, eu acredito que não foi por acaso. E, além disso, ele não teria condição de repassar tudo para o Arruda sem permissão superior.
Há  mesmo um trecho do inquérito em que ele narra isso, não  é? Que, procurado pelo Arruda, ele só poderia passar a ajudá-lo se tivesse a autorização do então governador Joaquim Roriz...
Exatamente. Ele operava um orçamento milionário. Quando nós conseguimos fechar as portas do Instituto Candango de Solidariedade, que já lidava com algumas das mesmas empresas envolvidas agora, como a Linknet, todos esses contratos migraram para serem feitos diretamente pela Codeplan. Então, o dinheiro que circulava no ICS, que era um dinheiro absurdo, depois que passou a não ser mais possível isso ser operado ali no Instituto Candango de Solidariedade, ele assumiu o esquema para si. Acho que ele se expunha porque tinha a expectativa de que sempre teria proteção. A atitude dele era tão fora dos parâmetros normais que ele achava que seria poupado de qualquer medida. Quando ele viu que a coisa não seria assim, ele se desesperou e resolveu que não ia levar a culpa de tudo aquilo sozinho.


Ouça trecho da entrevista: 

Então, era um operador do esquema no governo Roriz, e continuou sendo um operador no governo Arruda?

A minha concepção é de que é isso, sim.



Ainda hoje:

Promotora teve de guardar segredo da operação até de seu chefe

PARANÁ ONLINE


AL deve recontratar servidores comissionados

Arquivo
Decretada preventiva de ex-diretores.
A defesa do ex-diretor da Assembléia Legislativa, Abib Miguel, o Bibinho, deve ingressar, já no início desta semana, com pedido de habeas corpus. O ex-diretor está detido desde o dia 24 do mês passado pela Operação Ectoplasma 1, junto com José Ary Nassif (diretoria administrativa), Cláudio Marques da Silva (diretoria de pessoal) e João Leal de Matos, funcionário da diretoria geral. Na sexta-feira a Justiça determinou a prisão preventiva dos investigados.



Caso a determinação da Justiça não fosse concedida, os envolvidos poderiam começar a semana fora da prisão. Isso porque a detenção aconteceu por decreto de prisão temporária expedido pela Vara de Inquéritos Policiais, a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR). No entanto, a validade da determinação era de apenas cinco dias, prorrogados por mais cinco.

Com a determinação da prisão preventiva, não há mais prazo: agora os detidos só podem ser soltos mediante outra ordem judicial. Além do habeas corpus, a defesa de Bibinho afirma que deve apresentar petição para tentar remeter o processo à Justiça Federal.
Recontratação

A Assembleia deve começar hoje a recontratação dos funcionários comissionados exonerados na sexta-feira. A medida faz parte da tentativa da mesa executiva de reconstruir a imagem do Legislativo.

Os 1.941 cargos de servidores em comissão do quadro de pessoal foram declarados vagos. Agora, os 1.759 funcionários que se recadastraram podem ser recontratados dentro da nova estrutura, ou dispensados definitivamente. Os deputados terão limite de 23 cargos para seus gabinetes.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Quem confunde crítica com ofensa é o mesmo que confunde elogio com bajulação."

domingo, 2 de maio de 2010

O PODER DO SORRISO

Oferecer um sorriso torna feliz o coração. Enriquece quem o recebe sem empobrecer quem o doa. Dura somente um instante, mas sua lembrança permanece por longo tempo.


Ninguém é tão rico a ponto de dispensá-lo, nem tão pobre que não possa doá-lo.
O sorriso gera alegria na família, dá sustento no trabalho e é sinal tangível de amizade.
Um sorriso dá consolo a quem está cansado, renova a coragem nas
provações e é remédio na tristeza.
E se um dia você encontrar que não lhe oferece um sorriso, seja generoso e ofereça-lhe o seu:
Ninguém tem tanta necessidade de um sorriso quanto aquele que não sabe dar.