terça-feira, 25 de agosto de 2009
ESTÁ NA FOLHA DE SÃO PAULO, ESTÁ NO NOBLAT
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
NEM ANO PRÉ-ELEITORAL PAC DESEMPACA
Ao criticar o desempenho do governo federal na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) citou a estimativa de que apenas 10% dos recursos destinados ao programa foram efetivamente desembolsados até o momento. Essa informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo na edição desta quinta-feira (20).
Alvaro Dias destacou o trecho da matéria em que o autor do levantamento, o professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, declara que, "nesse ritmo, o governo só terminaria de gastar todo o dinheiro [do PAC] em 2034".
- O governo Lula é ótimo para anunciar e péssimo para executar - afirmou o senador.
Outra estimativa de Fleury assinalada por Alvaro Dias é a de que o sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva herdará uma pendência de R$ 115 bilhões não gastos pelo PAC no setor de logística. Esse número contrasta com o valor que o governo Lula pretendia deixar para o próximo governo - de acordo com o senador, R$ 36 bilhões.
Petrobras
Alvaro Dias ressaltou ainda a notícia de que uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) indica que houve superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e que o presidente da Petrobras, José
Sérgio Gabrielli, teria sonegado documentos ao TCU. Nesse contexto, o senador disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras "é da maior importância para o país".
No entanto, ele criticou a atuação do relator da CPI, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que também é o líder do governo na Casa. Segundo Alvaro Dias, o relator "afirma que um assunto foi encerrado quando, na verdade, nada foi esclarecido". Ele protestou ainda contra os horários de reunião da comissão, que seriam "impróprios", e observou que os documentos necessários para que os senadores se preparem para os depoimentos são entregues apenas depois das oitivas.
Da Redação / Agência Senado
domingo, 23 de agosto de 2009
FLÁVIO ARNS “UM HOMEM DE FIBRA”
O senador paranaense pelo Partido dos Trabalhadores, Flávio Arns, é natural de Curitiba. Nasceu no dia 09 de novembro de 1950. É conhecido por defender os direitos das pessoas com necessidades especiais e/ou deficientes, das crianças e adolescentes, dos idosos, dos portadores de doenças crônicas e particularmente, defensor da educação.
Flávio Arns é formado em Direito pela UFPR e em Letras pela PUC-PR, mas não parou por aí. Arns fez Mestrado em Letras pela UFPR e Ph.D. em Lingüística pela Universidade Northwestern nos Estados Unidos.
Eleito senador em 2002 com 1.995.602 votos, assumiu uma cadeira para cumprir mandato de 2003-2011.
Sua carreira na política iniciou-se com sua filiação em 1990 no PSDB, partido no qual elegeu-se Deputado Federal naquele ano. Em 1994 foi reeleito com 42.507 votos e em 1998 foi o sétimo deputado federal mais votado do Estado do Paraná, com 81.725 votos.
Saiu do PSDB e foi para o PT em 2001.
Com quatro legislaturas, três como deputado federal e uma como senador, Flávio Arns dedica-se à realização da cidadania, à construção de uma sociedade desenvolvida e justa.
Presidente da Federação Nacional das APAEs, 1991-1995 ; 1999 - 2001; Presidente da Federação das APAEs do Estado do Paraná, 1997-1999; Presidente da Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais - ABDEM , 1995-2000, 2000-2004; Vice-Presidente da Inclusion Internacional (Liga Internacional Pró-Pessoas Portadoras de Deficiência Mental), 1997- 1999; Membro do CONANDA/MJ - Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, 1993-1994; Presidente do Conselho Deliberativo do Comitê Paraolímpico Brasileiro, 2003-2004. Arns surpreendeu o Brasil nesta semana, durante a sessão do Conselho de Ética do Senado, dizendo que deixará as fileiras do PT com a frase que ecoou em todos cantos da Nação:
“Eu quero dizer, infelizmente, que eu tenho que me envergonhar daquilo que o meu partido fez. O Partido dos Trabalhadores, hoje, rasgou a página fundamental da sua constituição que é a ética. Pegou a folha da ética e jogou no lixo”.
Com a palavra o cidadão, curitibano, paranaense e brasileiro, Flávio Arns.
GAZETA DO PARANÁ – Senador, o senhor disse que irá à justiça para manter o mandato na Câmara Alta e para que a mesma justiça diga que o partido faltou com seu regimento interno. O senador acredita numa vitória?
FLÁVIO ARNS. Semana passada, nós estávamos pensando nesses caminhos e estudando a legislação eleitoral. O primeiro passo é me desfiliar e, na seqüência, se for o caso, fazer a discussão nos Tribunais Superiores.
Entendemos que não houve, de minha parte, qualquer tido de infidelidade partidária. O que houve foi uma falta de coerência do partido com seu ideário, com o que historicamente o PT procurou defender.
E, dentre as bandeiras defendidas pelo partido, está particularmente a bandeira do diálogo, do encontro com a sociedade e, consequentemente, da ética.
O que a sociedade está dizendo é, “vamos esclarecer o episódio do Sarney” e o proposto pelo PT é, “não vamos investigar, vamos arquivar o processo sem investigar”.
Isso vai contra tudo aquilo que sempre foi o ideário partidário, contra a coerência e a ética, tão defendidas pelo partido.
GAZETA DO PARANÁ – No início da crise, seus companheiros de partido assinaram um documento que pedia a saída de Sarney da presidência do Senado, mas depois retiraram as assinaturas. Qual são os possíveis estragos democráticos deste movimento patrocinado pelo Palácio do Planalto visando às eleições de 2010?
FLÁVIO ARNS. A independência dos Poderes está prevista na Constituição Federal, em harmonia, mas independentes entre si. Dentro da bancada do partido, tanto os senadores como as senadoras do PT assinaram um documento pedindo que o Presidente do Senado, José Sarney, viesse a se afastar da presidência, para que a investigação ocorresse dentro da maior tranqüilidade possível.
As assinaturas não foram retiradas do documento, elaborado há cerca de dois meses. O que na realidade aconteceu foi a orientação da Presidência Nacional do PT para que houvesse o arquivamento das denúncias sem o seu esclarecimento.
Isso tudo é muito deplorável na vida democrática, pois é impensável ter-se documento externo determinando ou sugerindo o voto desse ou daquele legislador.
Esse pedido vindo da executiva nacional do PT teve certamente a concordância do Palácio do Planalto, o que caracteriza interferência do Executivo no Legislativo. Este posicionamento, a meu ver, é equivocado, além do partido ter perdido uma excelente oportunidade de revigorar suas bandeiras históricas da coerência, da ética e do diálogo com o cidadão.
GAZETA DO PARANÁ – O senador é conhecido pela intensa luta em prol das pessoas portadoras de necessidades especiais. O senhor acredita que com a decisão de sair do PT os projetos do senador sofreram prejuízo em um primeiro momento?
FLÁVIO ARNS. Não. Penso que isso não vai afetar essa caminhada, até porque nós temos uma história antiga de luta e trabalhos pelas políticas sociais. O Brasil está avançando nessa área, criando legislação, elaborando políticas públicas e lutando por orçamento em prol das pessoas com deficiência do país.
Isso é uma conquista e hoje o cidadão com deficiência tem seus direitos assegurados em lei, sempre com a necessidade de aprimoramento.
Criamos uma Subcomissão Permanente de Assuntos da Pessoa com Deficiência.
Na próxima quinta-feira (27/08), vamos realizar audiência entre a Subcomissão e os Ministérios do Trabalho, da Previdência Social e Ministério Público do Trabalho para discutir leis trabalhistas que preveem número de cotas, a aposentadoria e alternativas para as pessoas portadoras de deficiência. Isto hoje é uma realidade institucional.
GAZETA DO PARANÁ – O senador acredita que a visão petista pode estar equivocada em relação à força eleitoral que hoje tem o PMDB? Ou independente do tamanho do escândalo, o PMDB não sofreu ranhuras?
FLAVIO ARNS. A força do PMDB é muito grande em todas as esferas (vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, governadores e senadores). Isso é inquestionável. O importante a dizer é que nem todas as pessoas que fazem parte do PMDB querem o chamado “ poder pelo poder”, o poder sem observar e preservar os princípios éticos e morais adequados.
A cúpula do PT e do PMDB é que não estão em coerência com suas bases, que querem a apuração dos fatos e assim seja restabelecida a ética, o diálogo e coerência política.
Particularmente para o PT, tudo será extremamente danoso, o que não acredito que acontecerá com o PMDB.
GAZETA DO PARANÁ – Como se sente em relação ao partido, todos hoje sabem. Mas como o Arns, se sente em relação ao Senado e os caminhos da política brasileira praticada neste momento da história?
FLÁVIO ARNS. Penso que é uma pena o que está acontecendo neste momento com o Senado. O Senado tem um trabalho intenso. Veja bem. Somente neste ano, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, a qual presido, aprovou 160 projetos de lei, realizou 40 reuniões, várias audiências públicas para discutir esses projetos
Por isso é uma pena que coisas como essas aconteçam, prejudicando o trabalho do Senado. No Congresso Nacional são discutidos todos os assuntos importantes que irão afetar diretamente a vida de cada cidadão.
É muito importante que todas as denúncias passem por uma apuração. Somente assim será possível recuperar a imagem do Senado e resgatar o bom caminho que deve ser perseguido pela política.
A população de um modo geral tem que se aproximar da política, não a partidária, mas a política como organização do povo com objetivos bem delineados, na construção corresponsável de um Brasil melhor.
GAZETA DO PARANÁ – O senador recebeu algum convite de outro partido para filiar-se, logo após seu desligamento do PT?
FLÁVIO ARNS. Sim, de vários partidos e fico muito grato por isso. Até porque isto demonstra relação de amizade, de forma geral, que tenho com todos os partidos. Mas este não é o momento para analisar uma nova filiação partidária.
Agora, todos temos que nos concentrar “no que se pode fazer para resgatar a credibilidade perdida pelo Senado com toda essa crise institucional que vem atravessando a Casa”.
O outro momento é resolver questões partidárias como a desfiliação e a filiação no novo partido.
GAZETA DO PARANÁ – O senador acredita que o que está acontecendo em Brasília, terá alguma influência no quadro eleitoral paranaense em 2010?
FLÁVIO ARNS. Não somente nas eleições paranaenses, como nas eleições nacionais. A população está atenta e acompanhando tudo.
O certo é que haverá dificuldades grandes para todos os partidos e políticos nas eleições de 2010.
GAZETA DO PARANÁ – O senador, apesar dos últimos desagradáveis acontecimentos, pretende continuar dando sua contribuição política ao Paraná e ao Brasil?
FLÁVIO ARNS. Todos nós temos essa obrigação participando ativamente de forma política, não necessariamente de forma partidária.
A interação do cidadão com a política ajuda a construir a almejada da igualdade, a cidadania, a justiça social e econômica num país ambientalmente sustentável. Penso que essas são bandeiras políticas de toda a sociedade.
Todos nós somos seres políticos e precisamos nos interessar e interagir mais com os nossos políticos, cobrando nas urnas ou diretamente interagindo com eles, buscando políticas públicas que irão melhorar nosso país e as nossas vidas.
GAZETA DO PARANÁ – O que deseja o brasileiro, Flávio Arns, para o seu país?
FLÁVIO ARNS. Desejo que o Brasil seja desenvolvido social e economicamente, mas que, principalmente, seja um país justo com a sua maior riqueza, que é o ser humano.
GAZETA DO PARANÁ – Como acredita que estará o Brasil daqui a 30 anos?
FLÁVIO ARNS. Espero que o Brasil esteja muito melhor que hoje, e que o povo esteja alcançado o desenvolvimento ambiental sustentável, a educação de qualidade para todos, que desigualdades sociais fiquem no passado.
Que o Brasil passe a ser referência para um mundo como um pais desenvolvido e justo.
Por Soraya Garcia
sábado, 22 de agosto de 2009
IMPERDÍVEL
O que a sociedade está dizendo é,
“vamos esclarecer o episódio do Sarney”
e o proposto pelo PT é,
“não vamos investigar, vamos arquivar o processo sem investigar”.
Entrevista Exclusiva do Senador pelo Paraná, Flávio Arns, ex-PT, a esta pessoa que vos escreve, para o jornal que eu trabalho, GAZETA DO PARANÁ deste domingo (23/08). Corram as bancas, esta entrevista é histórica e está imperdível.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
UM PARTIDO REFÉN DE OUTRO
Por Soraya Garcia
Quem diria a sete anos atrás o valente e indulgente PT de Lula seria refém dos caprichos da cúpula paleolítica do PMDB? Ninguém e caso cogitasse tal coisa, a pessoa era considerada louca.
Hoje estamos assistindo o PMDB de Sarney fazer de conta que está sendo usado pelo Planalto, mas na realidade é o PMDB que usa o Governo pra tirar vantagem nas coisas.
Ai resta a triste pergunta: e quem governa?
O PMDB por baixo dos acordos, nas noites de sábado, por de trás das cortinas sórdidas do submundo da política, governa contra a vontade de todos nós.
Como assim? Cada um deve estar se perguntando.
Simples, todas as vezes que o PT quis se livrar do fardo que se tornou o PMDB na sua gestão, o partido tranca a pauta, coloca assinatura em CPI’s, manda governador visitar Hugo Chávez, faz reinvidicação de mais fundo de participação para os municípios sobre seu controle, por ai vai. E se isso não mandar em um país, resta a dúvida: - não sei que nome dar?
Diante de toda lambança de José Sarney e sua família, não somente à frente da presidência do Senado Federal, mas pelo percurso de toda uma vida. O Partido dos Trabalhadores, comandados por Lula e sua mui amiga Dilma, esfregam os seus senadores como toalhas velhas no chão, pisam com os sapatos repletos de caca na constituição partidária. Pior até, vem diante da Nação e rasgam elogios mil àqueles que um dia o PT tratou como inimigos separados por covil.
Se isso não é mandar num país, não sei o que é então?
Hoje o PT não possui autonomia mais pra nada. Acabaram de fechar mais um acordo sórdido no meio da fuça de cada cidadão desta Nação, em prol de uma nova tributação, a reedição da malfadada CPMF, que vem com novo nome e velha roupagem, agora será chamada de CSS. Ainda estampa nos jornais que fizeram um acordo em prol da Dilma e em nome de Renan e Sarney. A Saúde, pra qual, supostamente, irão os recursos arrecadados com a velha nova tributação, é a última coisa que interessa de fato.
Ora nos poupe! Aff... Virge Santa!
E no mesmo dia desta manobra contra nós, servis pagadores de impostos, vêm o Lula na televisão e declara que “a oposição é pior que uma doença”.
O que seria da democracia sem oposição, mesmo que fraca?
O acordo que o Presidente faz com o PMDB desmoralizando todos os seus senadores em pleno horário nobre, é o que? Classifica-se como? Guerra biológica... Explosão Nuclear... Pulverização em massa de agende Laranja... Câmara de Gás... Derramamento de Chumbo inorgânico...
Venhamos e convenhamos, o PT hoje é refém dos caprichos do PMDB, como nenhum outro Governo antes do Governo Lula foi.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Collor no ventilador!
O elegante Fernando Collor obrou de novo. Desta vez no ambiente solene e sobre os tapetes macios de azul profundo do plenário do Senado Federal. Na sessão de segunda-feira (10/08/2009), expelindo pela boca a graça retórica e a graxa intestina que regurgitou sobre o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, colunista da revista Veja, o nobre senador Collor confessou ao país: "Eu tenho obrado em sua cabeça nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça".
Obrando, Collor deixou o rastro de um estilo inconfundível que alcança os olfatos mais distantes e sensíveis. Obrando, Collor depositou em sua presidência, aqui e ali, obradinhas discretas, quase imperceptíveis, e despejou também obradas monumentais, que impressionam pelo volume e pela consistência, que não se desfaz ao longo do tempo.
A imagem sempre composta, empertigada, aprumada, de ternos bem cortados, gravatas de grife e sapatos de fino cromo, não permitia imaginar que aquele homem, como qualquer um, também tivesse seus momentos de íntima comunhão com a fisiologia. Pois agora sabemos, nessa surpreendente auto-purgação, que Fernando Collor também obra. Obrando, Collor desce à condição humana que até ele, como uma estátua sedestre, precisa assumir em alguns privados momentos do dia.
Alguém poderia supor que, ao obrar com tanta insistência, dias a fio, sobre a cabeça de alguém, Collor estaria apenas declinando ações transitivas ou intransitivas, bem comportadas, que os dicionários definem como 'fazer, executar, praticar, maquinar, urdir, proceder, trabalhar, construir'. Mas o próprio orador tratou de esclarecer que, obrando, Collor urdia naquele discurso um propósito bem mais explícito e mal-cheiroso: "Venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios".
Até os compêndios mais elegantes são obrigados a reconhecer que, entre outros significados, obrar também significa 'expulsar excrementos; defecar; sujar-se de matéria fecal'. Chegamos aí à matéria prima que compõe a massa retórica collorida e as intenções manifestas do requintado discurso do nobre senador. A exegese da fala de Collor, assim, pertence menos ao reino didático dos dicionaristas e mais ao universo íntimo dos proctologistas e dos laboratórios de análises clínicas.
A idéia de usar a graxa de sua flora bacteriana para 'melhorar' os neurônios só podia ser obra intelectual, e pouco graciosa, de Collor, que já obrou muito sobre as cabeças coroadas de Sarney e Lula. Na noite de 5 de novembro de 1989, Collor fechou-se num estúdio de TV, sentou-se e obrou fartamente no horário da propaganda eleitoral sobre o então presidente da República: "Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito. Gostaria, mas não posso. Não posso porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco. Quero que a Nação saiba que estou falando com um cidadão de más intenções, que não dignifica o cargo que ocupa. O senhor sempre foi um político de segunda classe. O senhor nunca teve uma atitude de coragem."
No calor da campanha, as contrações musculares de Collor o levaram a obrar, feio, na cabeça do adversário Lula, despejando nas telas de TV um depoimento mal-cheiroso de uma ex-namorada do candidato do PT e suas supostas pressões para um aborto. Na sua meteórica passagem pela presidência da República, Collor acabou tropeçando em obradas, depositadas aqui e ali em lugares insuspeitos da administração pública, e atribuídas a amigos e aliados próximos, liderados por seu obreiro-mor, Paulo César Farias, que acabou emprestando o nome à CPI que empestou o seu governo. O odor insuportável que emanou da obra investigada pela CPI de PC Farias escorreu perna abaixo e acabou no impeachment. E o governo Collor se esvaiu pelo ralo da História.
Entrevistado tempos depois pelo repórter esportivo Milton Neves, o ex-candidato Lula deu o troco, ao responder se sentia pena daquele homem expelido do Palácio do Planalto: "Não é que eu tenha pena... Como ser humano, eu acho que uma pessoa que teve a oportunidade que aquele cidadão [Collor] teve de fazer alguma coisa de bem para o Brasil, um homem que tinha respaldo da grande maioria do povo brasileiro... Ou seja, [um homem que,] ao invés de construir um governo, construiu uma quadrilha como ele construiu, me dá pena, porque deve haver qualquer sintoma de debilidade no funcionamento do cérebro do Collor".
E disse mais Lula: "Efetivamente, eu fico com pena porque eu acho que o povo brasileiro esperava que essa pessoa [Collor] pudesse pelo menos conduzir o país, se não a uma solução definitiva, pelo menos a indícios de soluções para os graves problemas que nós vivemos. E, lamentavelmente, a ganância, a vontade de roubar, a vontade de praticar a corrupção, fez com que o Collor jogasse o sonho de milhões e milhões de brasileiros por terra".
Hoje, Collor, Sarney e Lula tapam o nariz e tentam limpar frases e obras de um passado que os separava em nome das conveniências de um presente que os une, visando um futuro político em comum. Na quarta-feira (12), no Rio de Janeiro, o presidente Lula citou "os debates no nosso querido Senado", para criticar: "O nível do debate está abaixo da média de compreensão da nossa sociedade. São pessoas formadas, com mais de 35 anos, que poderiam agir de forma mais civilizada". Lula teve o cuidado de não mencionar o nome de ninguém.
Essa complacência toda permite e explica a retumbante reaparição do velho Collor, 'obrando, obrando e obrando' nos escovados tapetes do Senado Federal, que deglutiu impassível a infeliz travessura semântica do representante das Alagoas. Ninguém, na Mesa Diretora ou no plenário, pediu a imediata assepsia do discurso, em nome da higiene, da saúde pública, do decoro e dos bons modos que devem presidir os homens, senadores ou não.
Assim, impavidamente engolida por seus pares, a obra intelectual desta semana de Fernando Collor cumpriu seu caminho digestivo pelas instâncias intestinas da Casa e acabou depositada para análise dos historiadores no seu devido lugar: os anais do Senado Federal.
Pelo Jornalista Luiz Cláudio Cunha
E LÁ VEM A CSS

MAIS IMPOSTOS
Em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira (20), o Ministério da Saúde afirmou que a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, que vem fixar percentuais mínimos que devem ser investidos pela União Anualmente na saúde do cidadão brasileiro e distribuída aos estados e municípios, está perto de ser votada.
A votação ainda não ocorreu, pois falta à emenda ser apreciada pelo deputados da Câmara Federal.
A nova emenda que recebeu o nome de. Contribuição Social para a Saúde (CSS), vem em substituição e para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), conhecido como o "imposto do cheque".
A nova contribuição, como foi prometida na época que criou-se a CPMF, terá destino exclusivo da arrecadação para a saúde. A alíquota prevista é de 0,10% sobre a movimentação financeira.
Segundo informa o Ministério da Saúde em nota, a CSS proporcionará uma arrecadação de cerca de R$ 12 bilhões por ano, o que deverá incrementar muito os investimentos no setor.
UTILIDADE PUBLICA
TAMIFLU
BEBÊS E GRÁVIDAS QUE USAM ANTIVIRAL SERÃO MONITORADOS
Por Soraya Garcia
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), divulgou dois alertas nesta semana, segunda-feira (17) e quarta-feira (19), orientando os profissionais de saúde a monitorar as pacientes grávidas e crianças menores de um ano que estejam fazendo uso do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu), utilizado no tratamento dos casos da gripe causada pelo vírus Influenza A H1N1. A orientação foi adotada como forma de reforçar os cuidados com a segurança dos pacientes, pois ainda não existem dados suficientes sobre o uso deste medicamento que permitem uma avaliação definitiva quanto aos efeitos causados nesses dois tipos de pacientes. Para os menores do um ano, a ANVISA recomenda que os médicos façam uma avaliação nas primeiras 48 horas e 30 dias após o uso da primeira dose. As mulheres grávidas devem ser avaliadas neste mesmo intervalo e em até 30 dias após o parto. É importante que os profissionais de saúde notifiquem todas as suspeitas de reações adversas ao fosfato de oseltamivir (ou a qualquer medicamento) por meio do sistema Notivisa.
A preocupação gerou alerta semelhante em julho, onde na ocasião a ANVISA. chamou a atenção de pais e profissionais de saúde para o risco de utilização de medicamentos contendo ácido acetilsalisílico em crianças e adolescentes, em especial, para o alívio dos sintomas associados às infecções virais. De acordo com orientação, o uso destes medicamentos deve ser feito com atenção, principalmente durante o inverno, período no qual os casos de gripe tendem a aumentar. O cuidado vale tanto para os casos de gripe comum como da gripe A H1N1.
Para a Agência Nacional de Vigilância em Saúde, o cuidado se deve ao risco que crianças e adolescentes tem de desenvolver a Síndrome de Reye. Ela pode ocorrer durante a recuperação de uma infecção viral ou pode se desenvolver de 3 a 5 dias após o início da virose. Seus sintomas incluem: vômito recorrente ou persistente, letargia, mudanças de personalidade como irritabilidade ou agressividade, desorientação ou confusão, delírio, convulsões e perda da consciência, exigindo assistência médica imediata.
A causa da doença ainda não é conhecida. Entretanto, estudos demonstraram que o uso de medicamentos que contêm ácido acetilsalisílico no tratamento de doenças virais aumenta o risco de seu desenvolvimento. A restrição já está no Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza, publicado pelo Ministério da Saúde.
Fonte da informeção: http://www.snifdoctor.com.br/noticias.php?id=456
COM LICENÇA A DAMA DA ANÁLISE POLÍTICA: LÚCIA HIPPOLITO
O DRAMA DO PT
Que dia!
Para os que não se lembram mais, naquele dia o marqueteiro do presidente Lula, Duda Mendonça, declarou, simplesmente e com todas as letras, que o PT pagou parte da campanha eleitoral do presidente Lula, do senador Aloísio Mercadante, da candidata a governadora Benedita da Silva e do candidato a governador José Genoíno com dinheiro de caixa dois.
De contas no exterior para uma conta de Duda Mendonça, também no exterior.
Ao final do depoimento, deputados petistas choraram no plenário da Câmara, a senadora Ideli Salvati passou mal, o senador Aloísio Mercadante fazia ares patéticos, senadores e deputados petistas na CPI dos Correios ficaram completamente atarantados diante da bomba que Duda Mendonça jogou no PT e no governo do presidente Lula.
De lá para cá, nunca mais o partido foi o mesmo.
Um grupo, liderado pela então senadora Heloísa Helena, saiu do PT para fundar o PSOL. Militantes e eleitores, desencantados, procuraram outras paragens.
O PT não desapareceu, apenas mudou de personalidade. Perdeu quase todo o seu patrimônio ético, dilapidou seu capital. Tornou-se um partido inteiramente dependente da imensa popularidade do presidente Lula.
Tornou-se refém do PMDB.
Os antigos dirigentes do PT hoje são réus no Supremo Tribunal Federal, acusados de pertencer – e alguns, de liderar – uma “sofisticada organização criminosa”.
Quanto ao presidente Lula, descolou-se do partido e decolou em carreira solo. Criou o lulismo, tornou-se aliado do que há de mais execrável na política brasileira e segue em frente, feliz da vida.
Deixa no PT um rastro de destruição.
Pois hoje o Partido dos Trabalhadores viveu mais um dia daqueles!
Mais uma vez o PT abandonou às traças o melhor de si mesmo.
Enquadrado pelo presidente Lula, o partido foi o principal responsável pelo salvamento de José Sarney, assim como tinha sido o principal responsável pelo salvamento do mandato de Renan Calheiros.
E no mesmo dia, perdeu a senadora Marina Silva, representante maior do que restava do patrimônio ético do partido.
Perdeu também o senador Flavio Arns, do Paraná, descontente com os rumos tomados pelo PT.
Finalmente, perdeu totalmente a compostura.
Que dia! Nem a oposição mais assanhada se animou a comemorar. Pois não há nada a festejar. Não se festeja uma tragédia.
SERÁ O INÍCIO DO FIM?
PARA PESSOAS QUE OCUPAM CARGOS PUBLICOS, NÃO CABE DESCULPAS OU JUSTIFICAÇÕES
Agenda oficial de Dilma tem erros e omissões
Apesar de o governo sustentar que todos os compromissos dos ministros são registrados, a agenda pública da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apresenta omissões e registra eventos dos quais ela não participou. Reportagem de Leila Suwwan publicada na edição desta quinta-feira do GLOBO mostra que há erros em uma semana inteira na agenda do período de 15 a 19 de dezembro de 2008 divulgada no site do Planalto na internet.
Segundo o relato da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira a parlamentares do PSDB, o dia 19 de dezembro teria sido exatamente a data do encontro em que Dilma pediu que a Receita agilizasse as investigações sobre empresas da família Sarney - encontro que foi negado pela ministra.
A partir do cruzamento com as agendas do presidente Lula, de governadores e outros ministros, além de fotografias e reportagens publicadas naquela semana, O GLOBO verificou que a programação daquela sexta-feira, 19 de dezembro, foi inteiramente excluída da agenda. A agenda de segunda e terça-feiras daquela semana de dezembro são repetidas e omitem compromissos.
Além disso, uma série de eventos aparecem na agenda no dia seguinte ao que de fato ocorreram. E há registro de participação da ministra em pelo menos um evento no qual ela não esteve: o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa, ocorrido no dia 18.
A Casa Civil informou que ocorreu "um problema durante a migração de dados do portal antigo para o atual" - problema que teria ocorrido no fim de 2008. "Desta forma, compromissos que aparecem no site como tendo ocorrido no dia 19 de dezembro, na verdade ocorreram no dia 18; os do dia 18, no dia 17 daquele mês", informou a assessoria.
Porém, não há explicação sobre o motivo de o problema ter ocorrido apenas em três dias da semana - e não um bloco inteiro de semana, mês ou ano. O Planalto disse ainda que não percebeu o erro até receber as perguntas do GLOBO, e informou que a correção será feita nesta quinta-feira. Leia mais em: Agenda oficial de Dilma tem erros e omissões
